
“Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento.”
Albert Einstein
Vagueio por onde nem eu sei. Há tantos caminhos sem norte aparente, busco-me na experiência da resposta ao grito lancinante da gaivota perdida no azul da madrugada.
Se tudo for obscuro, tudo negrume, não há que enganar. Só a entrada, ainda que ténue, da luz, esboçará contornos imprecisos e irreais a princípio para, pouco a pouco, gerar a forma que me espera.
De onde vens forma, energia, impacto novo, a que vens, o que trazes, por que me esperaste para além da luz…
O que me reservas em mim, a que descoberta pessoal me conduzes, que lágrimas, secretos tormentos e inexplorados passos pressentiste no meu ser caminhante sem que eu percebesse que o teu silencioso respirar me anunciava mais um pouco do que está para ser revelado…
Cruzam-se em mim o velho e o novo, numa plataforma surrealista, trágico-cómica. Busco um sentido, um caminho, som ou forma reconfortantes, algo que me lembre o que esqueci sem querer.
A chegada da luz, ainda que subtil e esparsa como uma névoa tímida, desperta acordes novos, não identificados e remete-me para um sonho despontante, ainda em construção. A luz dá-me o mote, acaricia-me o interior dos olhos, penetrada a pele e o coração da sua qualidade iluminante.
Avanço, sem medo, com medo, sou talvez mais eu quando pouso enfim o olhar no que buscava sem saber. Choro então as lágrimas do reconhecimento e danço grata nas estrias da luminosa energia…
MARIANA INVERNO, Fundadora do PROJECTO Art for All
MULHER OU LUA
aí estava
estirada e branca
sem se saber
se era mulher ou se era lua
oleandros pálidos
sussurros de nada
afloravam vagos
aos lábios crepusculares
enquanto o astro se espraiava
indolente
um fogo branco aceso
na boca dos corpos interditos
mulher da lua alma lunar
na noite das estrelas
ocorriam todas as transformações
borda de água murmurante
(bebíamos prata e vento
sonhos de outrora
revoltos no esperançado rastro
de uma estrela cadente)
luz de prata luz de um vento nocturno
cauteloso como os sussurros
da tua boca lunar
mulher da Lua
alma lunar
registos de tempos
flutuam
olhar de luz corpo entreaberto
no magnífico leito do sonho
corpo de amor
alma de rosa
coroados de prata e vento e sangue
corpo de sangue
rosa azulada e adormecida
num imperativo olvido
aí ficaste
estirada e branca
sem se saber
se eras mulher
ou se eras lua
TESSA ESTATE
Detalhes Técnicos
Ano: 2006
Técnica: pigmento digital sobre papel de aguarela
Dimensões: 100 x 70 cm
1 de 15 exemplares
EUR 1450,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 2006
Técnica: pigmento digital sobre papel de aguarela
Dimensões: 70 x 100 cm
1 de 15 exemplares
EUR 1450,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 2006
Técnica: pigmento digital sobre papel de aguarela
Dimensões: 70 x 100 cm
1 de 15 exemplares
EUR 1450,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 2006
Técnica: pigmento digital sobre papel de aguarela
Dimensões: 70 x 100 cm
1 de 15 exemplares
EUR 1450,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 2006
Técnica: pigmento digital sobre papel de aguarela
Dimensões: 70 x 100 cm
1 de 15 exemplares
EUR 1450,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 2006
Técnica: pigmento digital sobre papel de aguarela
Dimensões: 100 x 70 cm
1 de 15 exemplares
EUR 1450,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 1970 (31 de Janeiro)
Técnica: desenho sobre papel
Assinado pelo autor
Dimensões da Moldura: 103 x 72,5 cm
Dimensões Individuais dos Desenhos: 17 x 13 cm 36 x 27,5 cm 30 x 25 cm 13 x 22 cm 30 x 25 cm 14 x 17 cm 11 x 18 cm EUR 15000,00 + IVA
Estado: Disponível
Detalhes Técnicos
Ano: 1970
Técnica: desenho sobre papel
Assinado pelo autor
Dimensões da Moldura: 103 x 72,5 cm 18 x 15 cm 15 x 12 cm 14 x 11,5 cm 29,5 x 22 cm 13 x 19,5 cm 25 x 15 cm 17,5 x 29 cm O agrupamento, bem como a disposição, dos desenhos foram decididos pelo próprio Lima de Freitas.
EUR 15000,00 + IVA
Estado: Disponível
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