Feiticeira
Lua, só os poetas retiveram
nos olhos esclarecidos
e no coração dourado
a memória azul do teu mistério.
Mariana Inverno
Lua, só os poetas retiveram
nos olhos esclarecidos
e no coração dourado
a memória azul do teu mistério.
Mariana Inverno
Deslizo,
erecta,
num mar sem fundo
e sem apelo.
É o tempo de uma
misteriosa gestação
onde se misturam
e diluem,
num acto alquímico,
noções,
imagens,
desejos,
planos.
Mariana Inverno
Dos olhos felinos
que das trevas me seguem,
Bastit vela,
protectora e justa,
pelo equilíbrio dos meus passos…
Mariana Inverno
Roda, circula docemente,
energia de vida, renova-me
através das pequenas mortes
que me assistem no ajuntamento,
desloca-me mais e mais e liberta nas águas primordiais,
enche-me do teu som ancestral, intacto.
Mariana Inverno
Durmo contigo ó lua
lua lânguida e serena sob a minha mão
amante na hora mágica
em que a feiticeira dos olhos de prata
activa os fluídos misteriosos
e dança com o lobo,
em diálogo íntimo com o cosmos.
Mariana Inverno
O silêncio total
exacerba um
sentido de espera,
de aguardar, de
esperança em algo
maior e transcendente
ainda não revelado.
Mariana Inverno
não há som nem voz ou corpo que contenha
mais amor e luz que a terra ardente
guarda os meus sonhos sustenta a mulher
perene e maga flor delicada
rosa secreta luz caminhante
pelo incerto fio da vida
guardo choros sou um leito massacrado
de sons trocados e vácuas regras
mas sou também aquela que ainda canta
perplexa
na água chorosa das manhãs sofridas
sou versos estivais
sou colo e embalo
guardo as entranhas e nelas o secreto
o ancestral o tenro o fértil suco
da vida a respirar
sou a inesperada flor que se soltou
no pântano escurecido dos enganos
sou perfume e onda doce lagoa
espelho secreto da magicação lunar
sou peito morno esboço de sonhos
que te adormece na noite dos terrores
escuta os sussurros a relembrar
o dia antigo do abraço e da magia
esvoaça borboleta acolhe-me
é terra ó mãe sem par resguarda-me
nesse teu ventre na mornidão
geradora dos louros frutos
abre-te coração abre a portada
vislumbra a glória eterna
de ser mulher descalça e desnudada
portadora de tesouros
como o que a flor de lótus
esconde no seu seio
varre-me incendeia-me o corpo ó terra
abre-me à noite sem fim dos teus mistérios
pois
não há voz nem gestou ou corpo que contenha
mais amor e luz que a terra ardente
Mariana Inverno
Foi publicada no passado mês de Setembro de 2009 pela Editorial: MARTÍNEZ ROCA, Madrid (cerca de 700 páginas, encadernado), MEMORIAS DE UN PRESO, obra autobiográfica de MARIO CONDE, lendário ex-presidente de BANESTO cujo grande cariz pessoal, inteligência e meteórica carreira como banqueiro e homem de negócios lhe valeram uma cerrada perseguição pelo sistema que o marcou alegadamente como “homem a abater”.
Independentemente dos excessos que possa ter cometido ao serviço do capitalismo, a sua experiência de 15 anos numa prisão de Madrid que o poderia ter destruído resulta extraordinariamente expansiva de consciência.
Inteligente, profundo e muito revelador dos caminhos obscuros da política, este é um livro altamente recomendável.
Mário Conde escreve um blog de muita qualidade:www.marioconde.org/blog/ que os convidamos a visitar.
O Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Lisboa Norte promove uma exposição de trabalhos realizados pelos doentes, cuja inauguração terá lugar no dia 8 de Janeiro na Galeria de Exposições do Hospital de Santa Maria.
Um grupo de investigadores desenvolveu uma técnica estatística que pode ajudar os historiadores de arte e os cientistas a distinguirem as obras autênticas das imitações.
Os autores do estudo (do Dartmouth College, Hanover, EUA) começaram por utilizar a estatística para analisar e autenticar obras de arte, proporcionado dados quantificáveis e objectivos para examinar o estilo e outras dimensões perceptíveis. O estudo foi agora publicado na revista «Proceedings of the National Academy of Sciences».
A equipa, dirigida por Daniel Rockmore, testou uma técnica denominada «codificação dispersa» para distinguir entre um conjunto de desenhos autênticos do pintor flamengo Pieter Bruegel, o Velho e outro conjunto de conhecidas imitações.
O código utilizado distinguiu com sucesso as imagens originais das falsas. Provou também ser um método mais eficaz e fácil de utilizar do que outras técnicas estatísticas normalmente utilizadas para o mesmo fim…
Saiba mais aqui.
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