Submit Your Work for Assessment

Feiticeira

feiticeira

Lua, só os poetas retiveram

nos olhos esclarecidos

e no coração dourado

a memória azul do teu mistério.



Mariana Inverno

Noite Viajante (VII)

NoiteViajante7-marcador


Deslizo,

erecta,

num mar sem fundo

e sem apelo.

É o tempo de uma

misteriosa gestação

onde se misturam

e diluem,

num acto alquímico,

noções,

imagens,

desejos,

planos.


Mariana Inverno

Bastit

NoiteViajante8-gato

Dos olhos felinos

que das trevas me seguem,

Bastit vela,

protectora e justa,

pelo equilíbrio dos meus passos…


Mariana Inverno

Energia de Vida

timoteo






Roda, circula docemente,

energia de vida, renova-me

através das pequenas mortes

que me assistem no ajuntamento,

desloca-me mais e mais e liberta nas águas primordiais,

enche-me do teu som ancestral, intacto.


Mariana Inverno




Lua

lua

 

Durmo contigo ó lua

lua lânguida e serena sob a minha mão

amante na hora mágica

em que a feiticeira dos olhos de prata

activa os fluídos misteriosos

e dança com o lobo,

em diálogo íntimo com o cosmos.

 

Mariana Inverno

Silêncio

waiting

 

 

O silêncio total

exacerba um

sentido de espera,

de aguardar, de

esperança em algo

maior e transcendente

ainda não revelado.

 

Mariana Inverno

Mulher Ardente Terra

terraembalou










não há som nem voz ou corpo que contenha

mais amor e luz que a terra ardente

guarda os meus sonhos sustenta a mulher

perene e maga flor delicada

rosa secreta luz caminhante

pelo incerto fio da vida


guardo choros sou um leito massacrado

de sons trocados e vácuas regras

mas sou também aquela que ainda canta

perplexa

na água chorosa das manhãs sofridas


sou versos estivais

sou colo e embalo

guardo as entranhas e nelas o secreto

o ancestral o tenro o fértil suco

da vida a respirar


sou a inesperada flor que se soltou

no pântano escurecido dos enganos

sou perfume e onda doce lagoa

espelho secreto da magicação lunar


sou peito morno esboço de sonhos

que te adormece na noite dos terrores


escuta os sussurros a relembrar

o dia antigo do abraço e da magia

esvoaça borboleta acolhe-me

é terra ó mãe sem par resguarda-me

nesse teu ventre na mornidão

geradora dos louros frutos


abre-te coração abre a portada

vislumbra a glória eterna

de ser mulher descalça e desnudada

portadora de tesouros

como o que a flor de lótus

esconde no seu seio


varre-me incendeia-me o corpo  ó terra

abre-me à noite sem fim dos teus mistérios

pois

não há voz nem gestou ou corpo que contenha

mais amor e luz que a terra ardente



Mariana Inverno

Memórias de Un Preso

MarioCondeCapaFoi publicada no passado mês de Setembro de 2009 pela Editorial: MARTÍNEZ ROCA, Madrid (cerca de 700 páginas, encadernado),  MEMORIAS DE UN PRESO,  obra autobiográfica de MARIO CONDE, lendário ex-presidente de BANESTO cujo grande cariz pessoal, inteligência e meteórica carreira como banqueiro e homem de negócios lhe valeram uma cerrada perseguição pelo sistema que o marcou alegadamente como “homem a abater”.

Independentemente dos excessos que possa ter cometido ao serviço do capitalismo, a sua experiência de 15 anos numa prisão de Madrid que o poderia ter destruído resulta extraordinariamente expansiva de consciência.

Inteligente, profundo e muito revelador dos caminhos obscuros da política, este é um livro altamente recomendável.

Mário Conde escreve um blog de muita qualidade:www.marioconde.org/blog/ que os convidamos a visitar.

LENA GAL, Artista associada do Projecto Art for All promove terapia pela arte no Hospital de Santa Maria.

O Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Lisboa Norte promove uma exposição de trabalhos realizados pelos doentes, cuja inauguração terá lugar no dia 8 de Janeiro na Galeria de Exposições do Hospital de Santa Maria.

HSM


Codificação Dispersa!

BruegelUm grupo de investigadores desenvolveu uma técnica estatística que pode ajudar os historiadores de arte e os cientistas a distinguirem as obras autênticas das imitações.

Os autores do estudo (do Dartmouth College, Hanover, EUA) começaram por utilizar a estatística para analisar e autenticar obras de arte, proporcionado dados quantificáveis e objectivos para examinar o estilo e outras dimensões perceptíveis. O estudo foi agora publicado na revista «Proceedings of the National Academy of Sciences».

A equipa, dirigida por Daniel Rockmore, testou uma técnica denominada «codificação dispersa» para distinguir entre um conjunto de desenhos autênticos do pintor flamengo Pieter Bruegel, o Velho e outro conjunto de conhecidas imitações.

O código utilizado distinguiu com sucesso as imagens originais das falsas. Provou também ser um método mais eficaz e fácil de utilizar do que outras técnicas estatísticas normalmente utilizadas para o mesmo fim…

Saiba mais aqui.