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27 de Fevereiro – Pensamento

liberdade27-02Tu deves reconhecer a tua espiritualidade a fim de poderes elevar-te espiritualmente a grandes alturas. De contrário serás como um pássaro numa gaiola com a porta completamente aberta e mesmo sendo livre para voar para onde quiser, não repara na sua liberdae, continuando a esvoaçar nesse espaço, não indo a lado algum.

Todosos seres humanos são livres mas somente se quiserem reconhecê-lo e aceitá-lo.

Porque não aceitas a tua liberdade desde já, tendo consciência de não estares preso a coisas ou pessoas, e que consegues fazer tudo o que pretendes?


em “Abrindo as portas que há em nós” de Eileen Caddy

Imagem: Liberdade



26 de Fevereiro – Pensamentos

spiritofwater


O que é novo será revelado de muitas maneiras diferentes. Tudo o que tens a fazer é acompanhar o seu movimento e não lhe resistires. A mudança não é necessáriamente dolorosa. E é inevitável pois nada pode permanecer imutável; e se olhares bem dentro do teu coração verás que não desejas a estagnação.


em “Abrindo as portas que há em nós” de Eileen Caddy






Imagem: TheDreamSky

Nem Dürers, nem Pessoas

por Leonardo Melo Gonçalves

durerPergunto-me frequentemente porque é que a Arte hoje em dia tem de ser feia. E quando falo de Arte, não me refiro apenas às artes plásticas, mas incluo todas as formas de Arte, incluindo a literatura. Aquela afirmação de Braque, «a Arte incomoda», tornou-se regra sine qua non. O que é Arte tem de ser feio, grosseiro, mal-cheiroso, nauseabundo, piroso ou, ainda melhor, uma conjunção caótica de todos estes ingredientes. E se é literatura, nenhum romance ganha hoje destaque perante a opinião pública sem uma boa dose de “efes”, “cês” e outros “quês”. É difícil acomodar-me a esta realidade. É-me ainda mais difícil fazê-lo depois de ter passado alguns dias na cidade natal de Albrecht Dürer, Nuremberga, na Baviera Alemã.

Dürer vivia obcecado com a Beleza. É fácil imaginá-lo sentado no seu luminoso atelier, no segundo andar da casa onde vivia, elaborando infindáveis estudos, conjecturando sobre as proporções do belo, sobre como sintetizar a Beleza em termos matemáticos, dividindo, por exemplo, uma cabeça humana em secções distintas e procurando nelas encontrar chaves de proporção, simetrias e relações escondidas que a Natureza decidiu impregnar nos nossos corpos e fez-nos reconhecê-las, simplesmente, como Beleza. A obra de Dürer é hoje algo tocante, já que parece que o seu esforço de repetir a acção da Natureza e impregnar a sua Arte de Beleza é hoje contraposto com um esforço em igual proporção para fazer exactamente o contrário: retirar, tornar ausente, esvaziar toda a Beleza da Arte.

O elemento estranho, o paradoxo, nesta observação não é o acto dos artistas não quererem ou não conseguirem tornar a sua Arte bela. É o facto da sociedade apreciar o feio, o grosseiro. E compreende-se em certa medida. A Arte é hoje uma actividade quase puramente comercial. Assim sendo, a beleza constata-se e passa-se à frente. A fealdade discute-se, levanta problemas éticos, ofende, gera críticas, que são publicadas e que levam mais pessoas a ver ou a ler a Arte feia, para deleite de editores, galeristas, críticos e de outros que ali orbitam financeiramente. Portanto a Arte bela não rende. Hoje compensa escrever mal, escrever apenas para ofender (ou para tentar ofender, que já ninguém se ofende acho eu). Compensa pintar coisas disformes e sem significado algum. Ou compensa ainda mais não pintar nada, como naquela peça de teatro de Yasmina Reza, “Arte”, onde um personagem gasta uma fortuna num quadro em branco e os seus amigos oscilam entre elogios ao bom-gosto do amigo ou a afirmar simplesmente «this painting is shit».

Nesta peça, como no dia-a-dia, o grande problema é, no final de contas, a falta de cultura, ou talvez a falta de atitude perante a pseudo-cultura. A coberto do «eu não percebo nada de Arte», que cada vez se ouve mais dada a confusão que reina por aí, impinge-se todo o tipo de lixo.

Hoje, praticamente já não há intérpretes da Beleza. Já não há Dürers na pintura, nem Pessoas na literatura. A Beleza saiu da Arte, como um rato que foge de um navio que se afunda. O rato afoga-se, mas a Beleza paira até que alguém a redescubra.

Crónica:  Às Vocações, por Leonardo Melo Gonçalves em Nicotina Magazine.


Casa do Conhecimento aprovada por Câmara Vila Verde

A Câmara de Vila Verde aprovou o lançamento do concurso público para a construção da Casa do Conhecimento, um projecto de 2,5 milhões de euros financiados por fundos comunitários, segundo anunciou o município.

O presidente da autarquia, António Vilela, adiantou que a primeira fase da obra – a construção do edifício – foi lançada pelo valor base de 1,442 milhões de euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor.

A apresentação de propostas decorre até 12 de Março, para uma edificação que vai nascer na zona da antiga central de camionagem de Vila Verde, enquadrada no projecto de requalificação urbana daquela zona.

A iniciativa, já aprovada pelo Programa Operacional da Região Norte – que financia 70 por cento do custo -, envolve ainda um segundo investimento de um milhão de euros em equipamentos informáticos e software. A Casa do Conhecimento, que se previa ficar concluída este ano, sofreu um atraso de mais de um ano, devendo agora ficar pronta no último trimestre de 2011.

Terá auditório com sistema de projecção estereoscópico
Terá auditório com sistema de projecção estereoscópico

O futuro organismo, projectado em parceria com o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, terá as valências de teatro virtual, Cave (Ambiente Automático Virtual), área de exposição interactiva, salas de formação, sala internet e wi-fi.

Educação e Entretenimento

O projecto contempla, ainda, um auditório dotado de um sistema de projecção estereoscópico (3D interactiva), uma cave assente no conceito «Edutainment» (Educação e Entretenimento), e uma área de exposição interactiva com percepção da realidade aumentada, na qual o público pode intervir com módulos interactivos. Terá ainda, segundo o autarca, salas de formação equipadas com sistemas multimédia, quadros interactivos, videoconferência e formação presencial e em regime de E-learning.

Nesta área, permite um sistema de formação de largo espectro em termos de conteúdos e públicos, que passam pela iniciação, pelo aperfeiçoamento, pela reciclagem ou pela especialização tecnológica, indo de encontro ao conceito de formação ao longo da vida. A Casa do Conhecimento vai dispor, também, de uma sala internet, dentro do formato tradicional, com computadores, impressoras, equipamento multimédia e acesso à rede.


Fonte: CiênciaHoje

ARTE E BELEZA, INDISSOCIÁVEIS

Nascimento-FLTudo, ou quase tudo, nas nossas decadentes sociedades se prende com a falta de dimensão espiritual do acto humano, hoje em dia. Descemos ao fundo do poço e o ser incarnado chafurda na lama que se permitiu criar. Essa lama é servida e alimentada primordialmente por uma consciência espartilhada pela mente enferma, ruidosa, dividida, desatenta, distraída pela obsessão, esquecida de questionar os pratos “junk food” que a sociedade lhe põe constantemente debaixo do nariz. É o preço de se ter escolhido Mammon como deus reinante.


Tudo nas nossas vidas parece estar condicionado pelo dinheiro e, na aposta pelo seu ganho (o mais facilmente
possível, utilizando qualquer meio) nos fomos esquecendo da nossa essência e atropelando tudo e todos à nossa volta.


FigureandLand-FMA pseudo-arte que esta sociedade promove, com raríssimas excepções, reflecte tudo isto. A Beleza é um instrumento do Sagrado, não é possível reflecti-la quando o ser humano se movimenta num registo vibracional muito baixo, que é o caso geral hoje em dia. E a arte não pode vir ditada de fora para dentro, sujeita a interesses, modismos ou à sinistra actuação de lobbies.
A arte tem de irromper, como um luminoso jorro de luz, de dentro da alma!


MARIANA INVERNO

Maior base de dados sobre Portugal já está online

pordata

 

Foi lançada a Pordata, uma base de dados de acesso gratuito sobre Portugal Contemporâneo, apresentada como “um serviço público de informação estatística” e criada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

A Pordata pretende ser a maior base de dados estatísticos sobre Portugal com acesso universal e gratuito. Está disponível a partir de hoje na Internet, em www.pordata.pt, e é o resultado de uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo investigador António Barreto.

Ao aceder ao endereço da base de dados, uma mensagem explica a forma de funcionamento do site. As pesquisa são realizadas por palavra-chave, como em motores de busca como o Google, e existe uma opção de pesquisa avançada, onde é possível pesquisar por datas e outros critérios.

Segundo António Barreto, a Pordata reúne estatísticas sobre “quase todos os capítulos da sociedade portuguesa”, com dados relativos aos últimos 50 anos, fornecidos por mais de 30 entidades que produzem estatísticas certificadas.

Os utilizadores da Pordata podem ainda escolher e cruzar variáveis, criar os seus próprios quadros e gráficos “estáticos e dinâmicos”, calcular taxas de variação e percentagens. Tudo, no máximo, em três cliques, segundo os responsáveis pelo projecto.

“O que nós oferecemos é uma capacidade muitíssimo ágil de trabalhar os números, coisa que as outras bases não fazem. Por outro lado, juntamos 50 anos de números de dezenas de entidades. Quase ninguém oferece isto no mundo, não é só em Portugal”, disse o investigador.

“O objectivo é o de dar ferramentas aos cidadãos que lhes permitam, de um modo tão rigoroso e independente quanto possível, formar a sua opinião com base em factos e não apenas com base em opiniões. Eu não quero pensar sobre a saúde aquilo que os políticos me dizem, eu quero pensar sobre a saúde aquilo que os números, os factos e as ideias me permitem a mim próprio pensar”, acrescentou.

Primeiro projecto público da Fundação Francisco Manuel dos Santos

A Fundação Francisco Manuel dos Santos foi criada há um ano pela família de Alexandre Soares dos Santos, que controla o grupo de distribuição Jerónimo Martins, dono, entre outros, dos supermercados Pingo Doce.

A Pordata é o primeiro projecto público da fundação e tem como objectivo divulgar factos que permitam fazer estudos e suportar ideias sobre a sociedade portuguesa.

Assim, à base de dados segue-se, dentro de poucos meses, a publicação de “pequenos ensaios de 100 páginas sobre grandes temas políticos, sociais, culturais, mas também sobre grandes valores, como a democracia, a autoridade ou a liberdade”. Os autores serão “pessoas de 30, 40 anos”, já “reconhecidos como especialistas nos assuntos”.

Os estatutos da fundação dão-lhe como missão “promover e aprofundar o conhecimento da realidade portuguesa”, para “contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas”.

Sem fins lucrativos, a instituição não tem ligações institucionais ao grupo Jerónimo Martins.

O organismo lembra a memória de Francisco Manuel dos Santos, o avô de Alexandre Soares dos Santos, nascido em 1876, que comprou em 1921 as lojas Jerónimo Martins, fazendo assim nascer um dos maiores grupos de distribuição em Portugal.

 

Fonte: DN

Imagem: Pordata

Piano Pintado

Piano – (tipo) vertical

Origem: Alemanha

Ano de construção: 1903

Tipo de construção: cordas cruzadas; quadro em ferro; mecânica de abafador de mola (sistema utilizado desde cerca de 1900 até aos nossos dias)

Teclado: – Teclas brancas – capas de marfim

Teclas negras -  ébano



Esta antiguidade foi apresentada com a pintura de Felippa Lobato na exposição “THE ANCIENT FUTURE” da pintora (The Gallery in Cork Street) em Londres, em 2000.

O piano havia sido completamente restaurado em 2000 pelo especialista e afinador de pianos FERNANDO ROSADO (Fernando Rosado, Lda).

TRABALHOS EFECTUADOS

Limpeza geral

Tratamento de chumbos

Restauro tratamento e polimento do marfim

Restauro e tratamento de teclas pretas

Substituição integral de “casemiras”

Substituição de feltros do teclado


Estrutura Harmónica (Cordas, bordões, cravelhas, tampo harmónico, cavaletes)

Substituição integral de

Cordas (cordas de aço para piano marca”Roslau”)

Bordões – Cordas graves (bordões fornecidos por medida por Heller Bass, Alemanha, especialistas na manufactura de bordões)

Cravelhas (cravelhas da marca “Bienne”, Alemanha)

Tampo Harmónico

Limpeza geral

Limpeza e verificação de cavaletes

Verificação de bombeamento


Quadro

Limpeza geral

Verificação geral de eventuais pontos de ruptura


Afinação e Harmonização

Estabilização e afinação a 440Hz

Harmonização global das cabeças de martelos


Garantia

Estrutura harmónica e mecânica: 5 anos

Assistência técnica: incluída no primeiro ano


Faces da saúde mental: Entre a ciência e a arte

mindfacesO Fórum Gulbenkian de Saúde 2010, dedicado à Saúde Mental, tem início este mês de Fevereiro, dia 25, e é comissariado pelo psiquiatra José Miguel Caldas de Almeida – também Coordenador Nacional para a Saúde Mental.

O «Mind Faces – As Diferentes Faces da Saúde Mental» engloba um programa de actividades que cruza a vertente científica com a artística, contando para isso com a colaboração do Centro de Arte Moderna e do Programa Gulbenkian Educação para a Cultura.

Assim, de Fevereiro a Novembro, decorrerá na Fundação Gulbenkian um conjunto de iniciativas dedicado a questões de Saúde Mental, que inclui colóquios, exposições, conferências, um ciclo de cinema e a projecção de um documentário inédito sobre João dos Santos, para além de outros eventos-satélite.

“A percepção da importância da saúde mental mudou radicalmente na última década, graças a estudos epidemiológicos que comprovaram uma coisa que já sabíamos: as doenças mentais são bastante frequentes, e algumas têm uma prevalência elevada”, afirmou o comissário do fórum. E é neste contexto global, em que “as doenças mentais têm um impacto negativo, nas pessoas e na sociedade, muito superior ao que se pensava antigamente”, que surge o «Mind Faces».

A sessão de abertura, que começa às 9h30, contará com a presença de Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, administradora da mesma instituição, e da ministra da Saúde Ana Jorge.

Colóquio, exposições, projecções

Paralelamente, arrancam o programa científico com o colóquio «Saúde Mental e Ciência: Novas Contribuições», onde especialistas nacionais e internacionais irão discutir, ao longo do dia, as principais contribuições da ciência para a compreensão da influência destes diferentes factores na etiologia e evolução das doenças mentais.

Ainda no dia 25, será inaugurada a exposição «O Diário de Bobby Baker: Mental Illness and me, 1997-2008», uma selecção de desenhos da performer e humorista britânica que regista o seu estado mental durante o tempo em que recebeu tratamento psiquiátrico e que já confirmou presença para a inauguração.

Ainda decorrerá a projecção do filme «How to Live» (2004), sobre o espectáculo onde Bobby Baker interpreta uma psicoterapeuta em sessão aberta com uma das suas pacientes: uma ervilha congelada, a quem foi diagnosticada uma desordem de personalidade.


Fonte: CiênciaHoje

Imagem: Fundação Calouste Gulbenkian

Ser feliz é benéfico para o coração

happyA felicidade pode ser a chave para se ter um coração saudável, segundo um novo estudo que, pela primeira vez, investigou a relação entre as emoções e as doenças cardíacas. 

O trabalho publicado ontem na “European Heart Journal” mostra que as pessoas que são felizes e optimistas têm menos riscos de sofrerem de problemas cardíacos, pelo que a sua autora, Karina Davidson, acredita que esta investigação pode ajudara descobrir como os pacientes devem agir a fim de melhorarem a sua saúde.

Ao longo de dez anos, Karina Davidson, que também é directora do Centro de Comportamento de Saúde Cardiovascular da Columbia University Medical Center, acompanhou 1739 adultos – 862 homens e 877 mulheres – e avaliou várias emoções negativas como a depressão , a hostilidade e a ansiedade,  e ainda a expressão de emoções positivas como o prazer, a felicidade, a excitação e  o entusiasmo, denominados por efeitos positivos.

Embora sejam transitórios, estes sentimentos são considerados um “estado”, principalmente nos adultos, ainda que uma pessoa feliz possa ficar ocasionalmente ansiosa, zangada ou deprimida.

Depois desta avaliação, os investigadores distribuíram os efeitos positivos em cinco categorias, que iam desde o “nenhum” até o “extremo” – passando pelo “pouco”, “moderado” e “muito” – e descobriram que o risco de doenças cardíacas variava 22 por cento de categoria para categoria. 


Nós descobrimos também que, durante a investigação, aqueles que geralmente eram bastante positivos, apresentavam sintomas de depressão em alguma momento. Mas isso não aumentava o risco de doenças cardíacas”, explicou Karina Davidson, acrescentando que as conclusões retiradas deste estudo sugerem que estimular emoções positivas no paciente pode ser uma maneira eficiente de prevenir doenças cardíacas.

De acordo com os investigadores, os motivos que fazem com que os efeitos positivos protejam o coração são variados, e podem estar relacionados com o facto de estas pessoas dormirem bem, fumarem menos e terem uma vida mais calma, sem stress. “Temos muitas especulações”, adiantou a autora do estudo, sublinhando que “aqueles com o efeito positivo têm um período maior de relaxamento e de descanso psicológico, recuperam mais rapidamente de situações de stress e não passam muito tempo a remoer os factos”.

Os investigadores ressaltaram, porém, a necessidade de mais investigações para ratificar esta ligação. “Se os próximos estudos confirmarem as nossas conclusões, esses resultados serão incrivelmente importantes para descobrir o que pode ser feito para melhorar a saúde dos pacientes”, concluiu Karina Davidson.


Fonte: CiênciaHoje

Arte Digital : Women in Art, por Philip Scott Johnson (2007)

O video “Women in Art”, realizado por Philip Scott Johnson, é um hino impressionante consagrado à história da arte através da imagem da mulher. Com música de Bach, este video atraiu de imediato grande atenção na web, tendo o número de visitantes atingido os 10 milhões em meados de 2009.

Uma verdadeira obra de arte!

Women In Art from Philip Scott Johnson on Vimeo.