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O FBI (Federal Bureau of Investigation) está no Facebook. Um documento do Departamento de Justiça dos EUA ensina os agentes a fazerem missões em redes sociais para espiar pessoas suspeitas de crimes. O Myspace, Twitter e LinkdIn são outros dos novos territórios usados nesta operação de caça aos delinquentes, segundo avançou um relatório da Electronic Frontier Foundation – um grupo de direitos civis.
Além de guia sobre as principais redes sociais, o documento define ainda regras e estratégias pelas quais os agentes se devem nortear, de modo a uma actuarem de forma mais eficaz no meio virtual. Os agentes infiltrados terão, por isso, de entrar no mundo das redes sociais com perfis falsos. E parece mesmo que já são vários os polícias registados para manterem conversações com suspeitos, ou identificar pessoas que lhes são próximas e, dessa forma, chegar aos criminosos.
“Revelar comunicações pessoais, estabelecer motivos, conseguir informação de localização, provar ou não álibis e estabelecer crimes ou associações criminosas”, são algumas das mais-valias citadas pelo Departamento de Justiça nestas operações. O documento refere ainda as redes sociais mais utilizadas em cada país do mundo. A utilização dos perfis permite ainda aceder a informação não pública, desenhando relações sociais.
O FBI contou com a ajuda de várias redes sociais, se bem que com diferentes exigências. O Facebook revelou ser cooperativo com as petições de emergência, enquanto o MySpace requereu uma ordem de registo para mensagens privadas e boletins válidos por menos de 181 dias. Já o Twitter exigiu uma ordem judicial, de forma a conceder informação sobre os utilizadores.
No entanto, há quem defenda a violação dos termos de utilização desses serviços e alerte sobre as políticas de protecção de dados privados.
Fonte: CinênciaHoje

