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Workshop – Expressão do Ser

14 de Maio de 2010
13:00to17:00
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Um workshop para desenvolver a sensibilidade para a cor como meio de ligação entre o mundo interior e exterior e de compreensão da vida, através de uma pintura num diálogo colorido/musical.


“O homem moderno veio de África, sem dúvida alguma”

“O interesse está na África como o berço da Humanidade”, afirmou José Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto e de raízes africanas (nascido na Guiné-Bissau). A rede de intercâmbio entre o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) – que assenta num trabalho continuado de cruzamento científico, nas áreas de investigação em Medicina Molecular e Genética Populacional – traz benefícios claros para Portugal.

“Percebemos que em Moçambique há menos cancro e se soubermos como é que estão protegidos, talvez também nos possamos vir a proteger” frisou Manuel Sobrinho Simões, director do instituto que ontem assinalou o seu 21º aniversário com uma homenagem aos PALOP e a apresentação de estudos na área do cancro. A celebração contou com alguns representantes de países africanos, como Arnaldo Ramos, embaixador de Cabo Verde, entre outros.

A aposta na formação, com o país moçambicano tem sido muito forte ao nível de doutoramentos. O esforço com as restantes pátrias africanas centra-se mais em mestrados e estágios de licenciatura. Por isso, Marques dos Santos chama a atenção para alargar a rede de investigadores para outros países. “O objectivo é criar uma espécie de uma massa crítica que fale português, mas não seja só de Portugal”, sublinhou o reitor da UP. “A partir desse intercâmbio, espera-se incentivar a criação de uma rede transnacional de investigadores de língua portuguesa”, complementou Sobrinho Simões.

Rui Mota Cardoso falou de novos projectos nos PALOP
Rui Mota Cardoso falou de novos projectos nos PALOP

O «Dia do IPATIMUP 2010» serviu para prestar contas da sua parceria com os PALOP. Leonor David, investigadora sénior do instituto, da unidade de Carcinogénese, apresentou dois estudos recentes: um sobre o Vírus do Papiloma Humano (HPV ou cancro do colo do útero) e o outro sobre o cancro do estômago.

“Portugal tem uma elevada incidência de carcinoma gástrico, que, em Moçambique é baixa”. Os resultados dos trabalhos partilhados são da autoria de Carla Carrilho, investigadora no Hospital Central de Maputo. No nosso país, a prevalência de infecção dessa bactéria é de 98 por cento; em Moçambique de 93 por cento.

Leonor David afirma que “há claramente qualquer coisa que protege a população moçambicana da bactéria”. E já várias companhias farmacêuticas “respaldaram a sua investigação no continente africano”. Embora existam diferentes codificações genéticas, “o consumo de tabaco também é mais baixo, tendo em conta que é um dos factores fortemente associados ao cancro do estômago”.

Estender a rede de investigação

Os trabalhos de investigação no país têm corrido muito melhor “pela quantidade enorme de patologistas patrocinados por nós e de estudos organizados”. Há oito patologistas em Moçambique; três são doutorados connosco, dois deles são directores da Faculdade de Medicina de Maputo e os outros da Beira”, referiu Sobrinho Simões.

O objectivo é alargar rede de intercâmbio
O objectivo é alargar rede de intercâmbio

“As ilhas, para quem faz trabalho de investigação epidemiológica, quer em Cabo Verde, quer em São Tomé, são uma espécie de modelo da natureza”, asseverou por seu lado Rui Mota Cardoso, igualmente investigador sénior do IPATIMUP, da Unidade de Difusão Científica e Educação Contínua. “Sabemos quando é que chegaram os colonos, quais as características e com isso temos feito uma investigação estupenda”, disse.

“Frisando as potencialidades de Cabo Verde e São Tomé, agora estamos a desenvolver trabalho localmente”. O investigador sénior ressalvou ainda que “a Guiné Equatorial acabou por pedir agora a entrada nos PALOP, mas já existem projectos científicos lá”. Sobrinho Simões acredita que “não há dúvida alguma que o homem moderno veio de África” e é por isso que existe um interesse crescente em “estudar a genética destas populações”.

“É quase acompanhar as emigrações humanas, desde a África até ao Mundo todo”, acrescentou Rui Mota Cardoso e continuou: “Para isso, temos peritos de alta qualidade no IPATIMUP, mas não nos limitaremos a esses países, estendemo-nos pela Galiza e Península Ibérica”.

Com Angola tem havido mais dificuldades em assegurar a produção científica. A genética é importante porque “explica de onde viemos”. Sobrinho Simões explica que, por exemplo, “estudos realizados, em Cabo Verde, sobre hipertensão e obesidade vão ser muito importantes para entender porque é que apareceu naquelas populações pobres e qual a relação dos genes com o ambiente, e poderemos, finalmente, extrapolar estas interpretações para cá”. E conclui: “Da mesma forma que a economia está globalizada, a ciência também”.


Fonte: CH

Café com Livros – 23 de Abril – Dia Mundial do Livro

23 de Abril de 2010
14:00to18:00
14:00to18:00

O Espaço Art for all passa a promover de 15 em 15 dias e à sexta-feira da parte da tarde, entre as 14h00 e as 18h 00 a iniciativa CAFÉ COM LIVROS, na sua sede  em Cascais.

Venha inteirar-se das últimas novidades em livros sobre auto-desenvolvimento, espiritualidade, e o ancestral conhecimento ligado à radiestesia, tarot, oráculos, I-Ching,, entre tantos outros. Tome connosco o café da tarde num ambiente relaxante e de energia construtiva.


Café com Livros – 23 de Abril – Dia Mundial do Livro

Comemore connosco o DIA MUNDIAL DO LIVRO

cafecomlivros230410

XXVII Congresso Ibérico de Astrologia – Estoril

12 de Maio de 2010to15 de Maio de 2010

Cerca de 400 Astrólogos e estudantes reúnem-se de 12 a 15 de Maio, no Estoril, para participarem no XXVII Congresso Ibérico de Astrologia, o maior evento astrológico jamais realizado em Portugal. Sediado no Centro de Congressos do Estoril, o evento apresenta 45 conferências e 5 workshops, iniciativas realizadas por astrólogos de várias nacionalidades, todos reconhecidos profissionais, investigadores e autores nesta área. O Congresso está também aberto ao público em geral, apresentando um programa cultural e actividades diversas para crianças e adultos, incluindo a realização gratuita de horóscopos aos visitantes.

Vulcão da Islândia afecta saúde pública, traz perigos geológicos e confunde reactores de aviões

Investigadora do Centro de Vulcanologia explicou ao «Ciência Hoje» consequências globais e locais


Nuvem de plumas vulcânicas (Imagem: Estação Espacial Internacional)
Nuvem de plumas vulcânicas (Imagem: Estação Espacial Internacional)

 

Horas de espera nos aeroportos. O caos está instalado no Norte da Europa e já começa a afectar o resto do continente. Este é o cenário mais visível como consequência da erupção do vulcão do glaciar Eyjafjllajokull, no Sul da Islândia, ocorrida há dois dias. No entanto, a actividade afecta especialmente a saúde pública e traz perigos geológicos.

A cinza criada pela erupção do vulcão islandês é muito densa. Segundo Teresa Ferreira, investigadora do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores, ainda é muito cedo para saber as reais consequências. “Tudo aquilo que se possa dizer é muito especulativo, porque ainda pode mudar de características – depende da duração da erupção e da sua intensidade”.

Em termos globais, o impacto já ultrapassou os domínios da Islândia, visível na questão do tráfego aéreo. Hoje, já se contabilizam mais de 17 mil voos cancelados. Teresa Ferreira explicou ao «Ciência Hoje» que “os aviões a jacto mantêm-se através da aspiração do ar que entra nas câmaras de combustão e como as cinzas são microscópicas e de composição silicatada – material cuja temperatura é da ordem dos mil graus ou superior e se vão fundir – os espaços que mantêm os motores ficam entupidos e fazem com que estes se apaguem”.

Ao contrário daquilo que acontece com outros fenómenos meteorológicos, os radares dos aviões não detectam a cinza e as partículas penetram a grande velocidade nos reactores. Os aeroportos Charles de Gaulle e Orly, em Paris, são os mais afectados pelo caos, devido aos cancelamentos. Entretanto, a nuvem também começou também a atingir os países Bálticos. Os céus da Europa podem ficar intransitáveis durante ainda vários dias.

Teresa Ferreira, investigadora (Imagem: CVARG)
Teresa Ferreira, investigadora (Imagem: CVARG)

Queda de cinza no resto da Europa

Embora a actividade seja num local pouco povoado, as cinzas depositam-se em áreas de cultivo e levou à evacuação local. “A inalação de enxofre é muito prejudicial para a saúde pública”, aferiu ainda a investigadora. E acrescenta: “Poderá vir a ocorrer queda de cinza no resto da Europa e provocar perturbações climáticas, mas ainda é prematuro para saber”.

Ainda em termos locais, “o degelo do glaciar leva ao aumento dos caudais nos rios” e, consequentemente, a “danos nas pontes”. Esta é “uma erupção subglaciar com características hidrovulcânicas e a maior explosividade resulta da erupção do magma com a água – o que leva à fusão do gelo do glaciar”, sublinhou igualmente a especialista da unidade científica.

A página do CVARG sublinha que nas regiões vulcânicas activas, os gases dissolvidos no magma libertam-se para a atmosfera quer durante as erupções, quer em períodos de repouso como aqueles que se vivem actualmente nos Açores. Os gases libertam-se à superfície em locais bem definidos como, por exemplo, ao nível das plumas eruptivas, lagos ácidos, lagos de lava, fumarolas e nascentes, ou de um modo difuso, imperceptível e contínuo, através dos solos e de nascentes de água termal ou fria gaseificada.

 

Fonte: CH

Logótipo da World Urban Campaign é português

Logótipo seleccionado para a World Urban Campaign
Logótipo seleccionado para a World Urban Campaign

Um logótipo que concentra conceitos como política comum, urbanismo, construção, ambiente, dinâmica, cidade, mundo, entre outros, foi o trabalho desenvolvido por João Borges, o designer português distinguido pelas Nações Unidas como vencedor do concurso internacional para a selecção do logótipo da World Urban Campaign, uma plataforma  que promove o lema “Cidade Melhor, Vida Melhor”, patrocinada pela UN-Habitat.

De acordo com os membros do júri do concurso, depois de terem deliberado exaustivamente o mérito de todos os trabalhos enviados a concurso, “encontraram um logótipo [o de João Borges] que não só incorporava totalmente a World Urban Campaign e a sua missão, como também serviria aplicações funcionais e pragmáticas desta iniciativa global composta por vários parceiros, culturas e línguas”.

“Muito satisfeito” com esta vitória, João Borges confessou ao Ciência Hoje que se sentiu “vocacionado para o tema”, na medida em que já realizou muitos outros trabalhos relacionados com o conceito das cidades sustentáveis, tendo também colaborado com instituições ligadas ao ambiente.

“Tentei criar um símbolo que potenciasse tudo aquilo que é a noção de cidade, unidade, quadriculas, diferença, política comum, etc., de forma a criar um globo. Tinha alguma convicção naquilo que estava a fazer”, referiu, sublinhando que ganhou o concurso com “unanimidade”.

World Urban Campaign

A World Urban Campaign foi lançada no V Fórum Urbano Mundial com o objectivo de promover políticas e práticas para uma urbanização sustentável. O concurso para a escolha da identidade da sua campanha foi gerido pelo Departamento de Design e Indústria da Universidade de São Francisco.

O designer admitiu que raramente participa em concursos por questões de falta de tempo. Contudo, o propósito desta campanha centrado numa visão positiva para a urbanização sustentável, fê-lo responder ao repto. Ainda que não tenha visualizado os restantes 200 trabalhos concorrentes, de designers ou ateliers provenientes de 51 países diferentes, João Borges acredita que a sua vitória se deve ao facto de o seu logótipo “transmitir bem a dinâmica comum, o urbanismo e a política comum” expressos “nas pequenas partes agregadas no mesmo conjunto”.

Na sequência desta distinção, o designer portuense foi convidado para participar no V Fórum Urbano Mundial, iniciativa promotora do debate e análise das consequências da progressiva urbanização do planeta. Na cerimónia de encerramento deste fórum, que se realizou no Rio de Janeiro de 22 e 26 de Março, João Borges foi agraciado com um prémio no valor de cinco mil dólares – atribuído pelo responsável  da Veolia Environment (patrocinadora do concurso) -, tendo também apresentado o logótipo da sua autoria perante um público composto por 13 mil pessoas.

Carreira recheada

João Borges revelou-se «muito satisfeito» com a distinção
João Borges revelou-se «muito satisfeito» com a distinção

A conquista desta vitória de João Borges deve-se certamente à vasta experiência que adquiriu ao longo da sua carreira. Para além de ter integrado a equipa de designers da Porto2001, Capital Europeia da Cultura, é membro de diversos júris em concursos na área do design gráfico,  e formador em duas pós-graduações no Departamento de Museologia da Faculdade de letras do Porto.

É também artista plástico, membro do Type Directors Club de Nova York e investigador, possuindo ainda um atelier, onde desde há 18 anos desenvolve obras ideacionais concebidas para clientes institucionais, culturais e editoras.

No ano passado, juntamente com Mário Laginha, editou um projecto de fusão música-design – “Cosmolodias”, sendo que foi produzida uma exposição multimédia, um concerto (piano-computador) e um Booklet que comporta um DVD com o projecto na forma de videogramas.




Fonte: CH

E se estivessemos dentro de um buraco negro de outro universo?

Demonstração física põe em causa Big Bang


Buraco negro (Cortesia: NASA)
Buraco negro (Cortesia: NASA)

Será possível o nosso universo estar dentro de um buraco negro que se encontra dentro de outro universo muito maior? Alguns, como o físico teórico Nikodem Poplawski, da Universidade do Indiana, acreditam que sim.

A notícia,  publicada na Physics Letters B, demonstra que todos os buracos negros podem ter buracos de verme no seu interior, dentro do qual podem existir outros universos. Este trabalho pode explicar a origem da inflação cósmica e ser uma alternativa à teoria do Big Bang.

Poplawski utilizou um modelo matemático euclidiano para demonstrar que todos os buracos negros podem ter buracos de verme dentro destes com universos completos que foram criados ao mesmo tempo que o buraco negro original.

O físico da Universidade do Indiana afirma que um buraco branco está ligado a um negro através do que os cientistas chamam ponte de Einstein-Rosen ou wormhole, buraco de verme ou buraco minhoca em português, e é, pelo menos hipoteticamente, a inversão temporal de um buraco negro. Pois se o buraco negro é conhecido por sugar matéria, o branco por sua vez cria e expele matéria.

Pedro Viana, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto explicita que “matematicamente os buracos negros são uma singularidade”, ou seja, segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, “no interior dos buracos negros a densidade da matéria assume um valor infinito”.

Na demonstração matemática da sua teoria, Poplawski utiliza um sistema de coordenadas euclidiano, conhecido como coordenadas isotrópicas, para descrever o campo gravitacional do buraco negro e modelar o movimento geodésico radial de uma partícula massiva que se encontra no seu interior.
Ao analisar o movimento radial desta partícula, a fronteira que separa o buraco negro do restante universo − em dois tipos de buracos negros (o Schwarzschild e o Einstein-Rosen), o físico da Universidade do Indiana descobriu que os observadores externos apenas podem ver o buraco negro enquanto o hipotético universo no seu interior não se pode observar, a menos que o observador se encontre também dentro do buraco.

Se esta teoria estiver certa, será muito difícil demonstrar que realmente há algo dentro de um buraco negro em particular.

A relatividade de Einstein

Poplawski desenvolveu a sua teoria, aproveitando os avanços realizados pelos físicos que o antecederam. A Teoria da Relatividade de Einstein afirma que um buraco negro pode formar-se a partir do colapso gravitacional da matéria que atravessa um horizonte de eventos no futuro, e é possível também inverter o processo.

“Tal situação poderia descrever a explosão de um buraco branco: matéria a surgir de um horizonte de eventos do passado, algo muito semelhante a um universo em expansão”, explica o físico norte-americano.

Segundo Pedro Viana, esta teoria “apresenta um novo olhar que parece ter ultrapassado a abordagem original de propostas que já existiam”.

O tempo no espaço

O cosmólogo português garante que “já no passado houve quem sugeria duas possibilidades acerca dos buracos negros: Uma é que estes representavam uma ligação, um túnel, a dois locais ou tempos no nosso universo. A outra possibilidade explica que ao se formar um buraco negro, forma-se um buraco de verme e consequentemente outro universo paralelo ao nosso”.

Não há provas da existência dos buracos brancos
Não há provas da existência dos buracos brancos

O trabalho de Poplawski sugere que todos os buracos negros podem ser buracos de verme, cada um deles com um universo no seu interior.

Pedro Viana adverte que “temos evidências, indirectas, da existência de buracos negros contudo não há provas, nem observações de nada do que seria esperado de um buraco branco”.

Segundo a teoria de Poplawski, que naturalmente põe em causa o Big Bang, “o nosso universo poderia ter-se formado dentro de um buraco negro que existe noutro universo”.


Fonte: CH

O sonho do Unicórnio

6 de Junho de 2010
10:00to18:00
10:00to18:00
10:00to18:00

Barqueiro de um estado a outro, de uma dimensão a outra, o Unicórnio guia os nossos mais elevados sonhos e sonha através de nós.


Monte do Laranjal- Monsaraz – 6 de Junho de 2010


unicornio042010

O Sonho do Unicórnio

Barqueiro de um estado a outro, de uma dimensão a outra, o Unicórnio guia os nossos mais elevados sonhos e sonha através de nós.


Monte do Laranjal- Monsaraz – 6 de Junho de 2010


unicornio042010


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