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Home / Archive: Junho 2009
O neurocientista António Damásio considerou o título de doutor honoris causa atribuído pela Universidade de Coimbra (UC) como reconhecimento do seu trabalho científico e do valor humano da área de investigação a que dedica a sua vida.
“Tem um significado particular, ligado à posição histórica ímpar da Universidade de Coimbra. Recebo este grau com imensa apreciação”, afirmou na cerimónia de doutoramento.
Remetendo para a área de investigação da escola onde a partir de hoje se integra, António Damásio observou que se fosse possível viajar no tempo e voltar um século atrás, e se fosse possível perguntar ao mais sagaz dos sábios qual seria o futuro da Psicologia, “é bem provável que a resposta fosse desencorajante”.
Segundo António Damásio, “a Psicologia, diria o sábio, estaria pronta a declarar o fim dos seus trabalhos, já que tudo o que era preciso descobrir sobre a mente humana estava descoberto, ou quase”.
Na óptica do neurocientista, “esse sábio imaginário teria sido um péssimo profeta e se teria enganado profundamente. O projecto da psicologia científica tem vindo a ser realizado, com êxito e velocidades crescentes, através da neurociência e da biologia empenhadas em descobrir como o tecido nervoso constrói a mente”.
…
Fonte: Público
A queniana Wangari Maathai, Nobel da Paz em 2004 pelo seu trabalho em nome do desenvolvimento sustentável, paz e democracia, morreu este domingo aos 71 anos com cancro.
A notícia foi avançada pelo Green Belt Movement, do qual foi fundadora. “É com tristeza que a família da professora Wangari Maathai anunciou a sua morte após uma batalha longa e corajosa contra o cancro”, lê-se numa mensagem publicada no site do movimento da primeira africana a ser laureada com o Prémio Nobel da Paz.
Wangari Muta Maathai destacou-se ainda na década de 70 através do combate ecológico no seu país. O seu trabalho só foi, contudo, reconhecido em 2004 quando a Academia Nobel decidiu distingui-la pela sua “abordagem holística para o desenvolvimento duradouro, que engloba a democracia, os direitos humanos e em particular os da mulher”.
A queniana, divorciada e mãe de três filhos, foi sempre descrita como tendo uma personalidade muito forte e uma grande energia, o que lhe permitiu ser pioneira em África na luta pelo Ambiente, pelos direitos humanos e pela liberdade política. Esta bióloga de formação, foi a primeira mulher da África Central a obter o grau de doutoramento
Wangari Maathai nasceu em Abril de 1940 em Nyeri, no centro do Quénia, tendo sido das poucas crianças naquela época a beneficiar do acesso à educação por insistência do seu irmão mais velho que a inscreveu numa escola católica. Nos anos 60 conseguiu uma bolsa norte-americana que lhe permitiu estudar Biologia no Kansas, tendo depois regressado ao seu país onde foi militante do Conselho Nacional de Mulheres do Quénia na luta pelos direitos das suas concidadãs e onde incitou à plantação de árvores para satisfação das necessidades internas sem danificar mais o Ambiente.
Foi em 1977 que nasceu o seu Green Belt Movement, no âmbito do qual as comunidades locais criam viveiros e plantam árvores em terrenos públicos, zonas florestais degradadas ou em propriedades privadas. Este movimento já plantou mais de 45 milhões de árvores no Quénia para aumentar o coberto florestal do país e restaurar ecossistemas vitais. “Como as florestas têm vindo a desaparecer, as comunidades têm vindo a sofrer de falta de água potável e de quebras nas culturas agrícolas”, explica o movimento, no seu site. Assim, o Green Belt pretende “apoiar os esforços de plantação de árvores, ajudando as mulheres e as suas famílias a satisfazer as necessidades básicas, a nível local”.
Em 1987, a ideia já tinha ultrapassado as fronteiras do Quénia, através da Pan African Green Belt Network que se estende por países como a Tanzânia, Uganda, Etiópia, Zimbabwe, Lesoto.
“Não se pode proteger o Ambiente sem dar poder às pessoas, informá-las e ajudá-las a compreender que estes recursos [naturais] são delas e que elas os devem proteger”, disse Maathai, citada no site do Green Belt Movement.
Maathai dirigiu, ainda, a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e dedicou-se igualmente a combater o regime autoritário do presidente do Quénia naquela época, Daniel Arap Moi – um percurso que fez com que tivesse tido vários incidentes com as forças de segurança e algumas passagens pela prisão. Com a eleição de Mwai Kibaki em 2002, assumiu a pasta de secretária de Estado do Ambiente entre 2003 e 2005.
Fonte: Público
Marco Martins queria pô-lo a dançar. Sabia que para olhar para os 50 anos de carreira de Jorge Salavisa teria de mergulhar em muitas horas de imagens de arquivo, mas tinha esperança de encontrar algumas em que o homem que dirigiu o Ballet Gulbenkian e a Companhia Nacional de Bailado se revelasse o bailarino que foi durante tantos anos, 18 dos quais fora de Portugal.
A tarefa acabou por ser mais difícil do que o realizador estava à espera, mas o documentário que estreia hoje às 21h no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, a casa de Salavisa entre 2002 e 2010, mostra-nos mesmo como ele dançava. “Aquela sequência do “Othello” [Salavisa como Yago numa produção do New London Ballet] é uma prenda para o espectador”, diz ao PÚBLICO Marco Martins.
Não é de estranhar que o realizador de 39 anos nunca o tivesse visto dançar. Aos 71, foi também a primeira vez para o próprio Salavisa: “O Marco mostrou-me aquelas imagens, que me deixaram muito assustado, e pus-me a pensar: “Foi preciso chegar aos 70 anos para ver isto.” É que nesta altura em que qualquer um filma com o telemóvel, as pessoas têm dificuldade em imaginar uma época em que não havia vídeo e só as televisões filmavam a dança e o teatro que se fazia. Eu tinha visto uma ou outra cena em que eu aparecia, mas só por instantes. A dançar, assim, nunca tinha visto.”
“Jorge Salavisa – Keep Going” (Filmes do Tejo em co-produção com a RTP2, a Gulbenkian e a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da Câmara de Lisboa, a EGEAC) é um documentário de uma hora em que Marco Martins traça a carreira do antigo bailarino e director artístico, recorrendo a arquivos em Lisboa, Londres, Paris e Hong Kong. A narrativa é cronológica, autobiográfica (na primeira parte essencialmente em voz off, a do próprio Salavisa), e fez-se com base em memórias pessoais e em três entrevistas formais feitas pelo realizador…
FONTE : Público

À REVELIA DA SIMPLICIDADE
“O nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós próprios.” MARGUERITE YOURCENAR
Tenho estado todo o dia a pensar no que a Marguerite Yourcenar escreveu sobre o momento em que verdadeiramente nascemos. Corresponde, creio, a um corajoso estádio de lucidez sobre nós mesmos, a tal capacidade de olhar a miséria própria, sem disfarces, desculpas ou artificiosas explicações. Muito difícil, pois nada nos prepara para tal.
As pessoas, em geral, nada sabem sobre si mesmas, atrevo-me a dizer. Construíram um guião ao longo da vida, nutrido pelo que o meio ambiente lhes foi fornecendo como estímulo ou freio, e na dança e contradança da construção de um “Eu” viável, passando pela sobrevivência e por toda a mentira social, lá vai o ego saltitando de história em história, de causa em causa, em total ignorância do que realmente se passa nos bastidores (os próprios e os do entorno).
Confrange-me sempre o mau uso da palavra “simplicidade”. Eu sou um rapaz simples, eu gosto de frases simples, a mim chega-me uma vida simples, quero em toda a simplicidade ajudar os outros, representam em geral mecanismos de defesa face à própria auto-ignorância e dos caminhos do mundo em geral. Se formos simples, nada demais nos será exigido, podemos escudar-nos na nossa “simplicidade”. Mas a grande prova chega quando em vez da simplificação que apenas ilude, conseguimos encontrar a coragem e a pontinha de sabedoria indispensáveis para olhar de frente e a fundo o que reside por detrás dessa parede amarelinha e clara que é a fachada que mostramos ao mundo. À revelia dela vivem traumas, inseguranças, obsessões, carências, medos, sonhos desfeitos, dores de toda a ordem que nos habituámos a guardar num armário secreto longe da vista alheia, sobretudo longe da nossa.
Assim, tal como diz a Yourcenar, não me parece que tenhamos realmente aportado à verdadeira existência antes de sermos capazes de lançar sobre nós mesmos um olhar informado, prescrutante, laseriano, objectivo e tanto quanto possível isento na sua análise do que nos move lá das profundezas, que lixo deixámos para trás, que negações ou falsas verdades nos auto-impusemos para ir cumprindo o guião.
Ninguém é inocente! Estamos todos envolvidos numa trama mais ou menos complexa e as ”pessoas simples” e as “vidas simples” são parte da fábula que nos contamos. Para distrair da verdadeira problemática:o trabalho não feito. Esse facto é por sobremaneira evidente em quem se arvora em condutor/curador/reformador da humanidade, uma espécie em franco desenvolvimento na actualidade. A pessoa relativamente estruturada empresta equilíbrio aos outros, sem nada ter de apregoar ou defender. É que a sua própria vida reflecte indiscutivelmente esse facto, tenha ela o formato que tiver.
Ninguém é inocente, eu também o não sou. Passei muitas dores e atropeços para chegar a este ponto e, ao escrever estas palavras, mil imagens de falseamentos e ilusões me assaltam a mente e me doem no coração.
Escrevo à revelia do que não quero parecer que sou sem o ser. Apenas alguém que trabalha para tentar dar nascimento apropriado a si mesma.
“O nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós próprios.” MARGUERITE YOURCENAR
Tenho estado todo o dia a pensar no que a Marguerite Yourcenar escreveu sobre o momento em que verdadeiramente nascemos. Corresponde, creio, a um corajoso estádio de lucidez sobre nós mesmos, a tal capacidade de olhar a miséria própria, sem disfarces, desculpas ou artificiosas explicações. Muito difícil, pois nada nos prepara para tal.
As pessoas, em geral, nada sabem sobre si mesmas, atrevo-me a dizer. Construíram um guião ao longo da vida, nutrido pelo que o meio ambiente lhes foi fornecendo como estímulo ou freio, e na dança e contradança da construção de um “Eu” viável, passando pela sobrevivência e por toda a mentira social, lá vai o ego saltitando de história em história, de causa em causa, em total ignorância do que realmente se passa nos bastidores (os próprios e os do entorno).
Confrange-me sempre o mau uso da palavra “simplicidade”. Eu sou um rapaz simples, eu gosto de frases simples, a mim chega-me uma vida simples, quero em toda a simplicidade ajudar os outros, representam em geral mecanismos de defesa face à própria auto-ignorância e dos caminhos do mundo em geral. Se formos simples, nada demais nos será exigido, podemos escudar-nos na nossa “simplicidade”. Mas a grande prova chega quando em vez da simplificação que apenas ilude, conseguimos encontrar a coragem e a pontinha de sabedoria indispensáveis para olhar de frente e a fundo o que reside por detrás dessa parede amarelinha e clara que é a fachada que mostramos ao mundo. À revelia dela vivem traumas, inseguranças, obsessões, carências, medos, sonhos desfeitos, dores de toda a ordem que nos habituámos a guardar num armário secreto longe da vista alheia, sobretudo longe da nossa.
Assim, tal como diz a Yourcenar, não me parece que tenhamos realmente aportado à verdadeira existência antes de sermos capazes de lançar sobre nós mesmos um olhar informado, prescrutante, laseriano, objectivo e tanto quanto possível isento na sua análise do que nos move lá das profundezas, que lixo deixámos para trás, que negações ou falsas verdades nos auto-impusemos para ir cumprindo o guião.
Ninguém é inocente! Estamos todos envolvidos numa trama mais ou menos complexa e as ”pessoas simples” e as “vidas simples” são parte da fábula que nos contamos. Para distrair da verdadeira problemática:o trabalho não feito. Esse facto é por sobremaneira evidente em quem se arvora em condutor/curador/reformador da humanidade, uma espécie em franco desenvolvimento na actualidade. A pessoa relativamente estruturada empresta equilíbrio aos outros, sem nada ter de apregoar ou defender. É que a sua própria vida reflecte indiscutivelmente esse facto, tenha ela o formato que tiver.
Ninguém é inocente, eu também o não sou. Passei muitas dores e atropeços para chegar a este ponto e, ao escrever estas palavras, mil imagens de falseamentos e ilusões me assaltam a mente e me doem no coração.
Escrevo à revelia do que não quero parecer que sou sem o ser. Apenas alguém que trabalha para tentar dar nascimento apropriado a si mesma.
Mariana Inverno in “Notas Diárias à Sombra dos Tempos”
| 8 de Outubro de 2011 |
| 10:00 | to | 13:00 |
Uma Técnica de Cura e Transformação Pessoal Revolucionária
Se um dia descobrisse que o Mundo não é nada daquilo em que você acredita?
Será que está preparado para por em causa a realidade?
E, se por acaso, for você o Criador de tudo aquilo que observa?
Mudaria o mundo que tem estado a criar?
Chegou agora a hora de escolher!
A decisão é sua e essa escolha poderá mudar a sua vida para sempre.
Gostaria de dar o Salto?
Venha conhecer uma técnica energética, poderosa, inovadora, simples e fácil de utilizar, emergente do Novo Paradigma Científico, conhecida por EFT – Técnica de Libertação Emocional ou por Acupunctura Psicológica sem agulhas. A EFT utiliza os dedos para estimular os pontos de acupunctura, enquanto identifica mentalmente a emoção, para eliminar o bloqueio energético que está a interferir no estado natural de bem-estar e equilíbrio do corpo.
Segundo Gary Craig, o “Pai” da EFT (1990), a EFT baseia-se no pressuposto de que a causa de todas as emoções negativas deve-se a uma interrupção no sistema energético do corpo provocada por memórias limitadoras.
A EFT é muito eficaz numa grande variedade de situações:
* na saúde física e psicológica,
* no aumento do bem estar, físico, mental e emocional,
* no aumento da paz interior e qualidade de vida
* na realização de sonhos
A EFT apresenta as seguintes vantagens:
* fácil auto-aplicação em qualquer situação
* resultados rápidos e eficazes
* ausência de medicamentos
PROGRAMA
- EFT no contexto actual – o Novo Paradigma
- A Psicologia Energética
- A Relação entre Experiência – Pensamento – Emoção
- A Importância das Emoções
- Exercícios Práticos de Tomada de Consciência
- O que é a EFT?
- Objetivos da EFT
- Pontos de Acupunctura Principais
- Exercícios de EFT
EFT é um presente que você dá a si próprio!!
| 24 de Setembro de 2011 |
| 14:00 | to | 19:00 |
| 14:00 | to | 19:00 |
Workshop Para Mulheres
Inclui:
Auto Massagem
Auto Maquilhagem
Rituais Diários de Higiene Pessoal
Orientação da Moda Íntima
Detalhes essenciais para aumentar a feminilidade
Ginástica Íntima
Arte de Despir
Banho de Estrelas!
Formadora: Angela Leite
O Workshop terá início às 14h00, prevendo-se que termine por volta das 19h00.
Solicita-se que chegue um pouco antes e traga roupa confortável.
Será servido um lanche leve durante a tarde.
Para facilitar a logística do evento, a inscrição deverá ser feita antecipadamente e confirmada com depósito de €20.
Contacto para inscrições e/ou informações
Espaço Art for All Tlf 21 484 64 00
Tlm 96 603 96 77
e-mail artforall@netcabo.pt
| 6 de Setembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 20 de Setembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 27 de Setembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 18 de Outubro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 25 de Outubro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 15 de Novembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 29 de Novembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 6 de Dezembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 20 de Dezembro de 2011 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 7 de Fevereiro de 2012 |
| 19:30 | to | 21:30 |
| 21 de Fevereiro de 2012 |
| 19:30 | to | 21:30 |

GRUPO DE BIOENERGÉTICA com MICHELLE DAYA
Quando?
De 15 em 15 dias, às Terças-feiras, às 19h30.
Onde?
Espaço Art for All
Av. Costa Pinto 91, 1º Dto
Cascais
Contactos: Tlf 21 484 64 00 ou Tlm 96 603 96 77
Todos os participantes deverão trazer roupa confortável e meias.
Obrigada e até Breve!
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