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EM NOME DO AMOR

Amor 1

A capacidade individual de imaginação leva-nos frequentemente a  todo o tipo de transferências, ao criarmos e alimentarmos laços fantasiados de fusão, seja com essa primeira e insubstituível figura que é a mãe, seja com os objectos de amor que vamos identificando pela vida fora. A  privação  afectiva conduz, de facto,  a todo o tipo de projecções e  identificações enganosas. Estas últimas ocorrem mais frequentemente no ser propenso ao auto-engano, em geral aquele que, por ser incapaz de se enfrentar verdadeiramente nos seus aspectos mais sombrios, encontra evasão, alívio e uma passageira auto-confirmação de bem-estar e de felicidade, na eternamente renovada (e actualizada) versão do que lhe “acontece” ou “vai acontecendo”no processo a que me habituei a chamar turismo emocional .

A palavra amor tem vindo a perder o sentido, pela banalização do seu uso. Chama-se amor a toda e qualquer excitação, por mais passageira e fútil que ela seja, ou meramente baseada numa atracção física. São também erroneamente identificadas como amor as projecções que não passam de meros processos de gratificação de um ego descompensado,  eternamente em busca de “contrapesos” para as suas frustrações ou para justificar o script que a persona alienada inventa e acarinha para a sua própria sobrevivência.

Num tempo em que tanto se fala de amor mas em que os exemplos de vivências de amor genuino e amadurecido são raros, parece-me que estamos de volta à estaca zero em termos de evolução nesta matéria.  Somos em geral seres descompensados, pouco ou nada conscientes do que em nós transportamos e, como tal, ao prosseguirmos as histórias imediatas (as que estão ao alcance da mão),  deixamos com frequência escapar a Verdadeira Vida.  Seja por ignorarmos ou relegarmos para lugar secundário os nossos mais importantes e já encontrados parceiros de rota na Terra, seja pela nossa incapacidade de nos preservarmos para esse encontro.
Tudo isto advém da falta de amor-próprio e da não integração do que é essa energia que permite, com o outro, tocar a transcendência. A experiência de amar, para ser verdadeira, não exige formatos ou compromissos.
Ela É em si mesma o compromisso e adapta-se naturalmente às circunstâncias da vida. Com a inocente alegria da dádiva e sem a ultrajante contabilidade hoje em dia demasiado presente nas “histórias de amor”.

O SER DE AQUÁRIO E O CANTO DE ANDRÉ

Perspectiva, Victor Vasarely
Após o canto, que lhe escoava da alma como luminoso nutriente da hora passante, falou e as palavras encontraram as suas irmãs esquecidas dentro de mim. As palavras dançaram o regozijo da identidade e senti o bafo inconfundível da Alegria.

A civilização anda à deriva, há muitos políticos mas não existem verdadeiros chefes de estado, as uniões são falsas, a prosperidade é falsa, as promessas foram vãs e as grandes conquistas que a humanidade alcançou desde o séc XIX, sob a forma de direitos e benefícios sociais, assentam afinal numa frágil e ilusória bolha que maquiavélicos alfinetes furam metódica e diariamente.

Vastas franjas da humanidade terrestre, na ordem dos biliões, nem sequer suspeitam que são ignorantes. Vegetam à sombra de uma inquestionada normose,  autómatos programados, seguros dos seus passos na inconsciência total da sua condição de marionetas, habilmente manipuladas por mãos ocultas e perversas.É a Câmara das Trevas Exteriores.

Quando o ser humano transita para a consciência dessa ignorância, ele dá um verdadeiro salto quântico pois alarma-se, porque sabe agora nada saber. Entrou na Câmara da Ignorância.

É a partir deste ponto que se abrem as infinitas avenidas de acesso ao conhecimento. O ser humano, que sabe nada saber, busca conhecer, ir mais além ou mais adentro e despontam assim portais  nos horizontes da sua caminhada.  Câmara do Conhecimento.

Só a sabedoria nos permite realmente amar, o fulcral verbo tão levianamente conjugado…Câmara da Sabedoria.

E quem AMA pode. Quem alcança este ponto, quem ama de verdade encontra um sentido  de continuidade sagrada na existência, perde o medo e tem a coragem de nutrir os impulsos do seu ser essencial numa aparente indiferença aos espasmos globais, ao inculcar da desconfiança e da distância entre os seres em que as forças involutivas estão apostadas. Câmara do Poder.

Só neste percurso de coragem com a nossa interioridade será possível recuperar a soberania perdida e alcançar a vida mais abundante que o Ser de Aquário e o límpido canto de André nos prometem.

Imagem: Victor Vasarely.

Reiki – Terapia Milenar

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De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h00, sujeito a marcação.


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As consultas terão lugar no Espaço Art for All.

Morada: Av. Costa Pinto 91, 1dto

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Poema da Purificação

Depois de tantos combates 
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.

As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.

Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Sou a tua coroa e o teu diadema

Sou a tua coroa e o teu diadema
a rosa que se abre no meu peito 
quando o ar que pela tua boca respiro 
entra na minha e te beijo…

Amar-te mais não posso 
nem mais nada deste mundo anseio
Porque és tu 
ó Deusa Mãe 
quem desde sempre 
vive e respira dentro do meu peito
Amém

ROSA LEONOR PEDRO, in “Antes do Verbo era o Útero”, edição Art for All, 2003

ALMA ANTIGA

alma-antigaAlma antiga, pedes-me que te escute recostada assim no momento da árvore alta que da minha cama vejo há décadas perder as folhas, nesta altura do ano, para logo as renovar quando a luz voltar a subir…
Passa o tempo e passo eu ou o que em mim se vê e dizes-me que não passe por mim sem que por mim eu passe, enquanto as folhas vão e vêm e a luz oculta busca em vão brechas para a liberdade.

Basta às vezes o sopro inesperado da palavra encorajadora. Há dias um amigo desejou-me que a par das belas rosas do meu jardim eu continuasse a produzir rosas metafísicas e aquilo foi de repente a luz inesperada a incendiar a esperança numa aurora húmida, abençoada, um recomeço harmonioso, postigo entreaberto para a vastidão do que transporto, sem nada poder. Sem acesso continuado, livre, em delírio, num parto íntimo e alargado ao tempo que me resta.

  Viver na simplicidade, soltar-me do obrigatório, ficar aqui eternamente na tecelagem da palavra de ouro, sonhar-me por inteiro, livre de este ser de superfície tão sacrificado, mandala lacrimejante nos dias baços do faz de conta.
Eu sou talvez apenas o que perdura dos instantes fugitivos da minha vida, essa é a memória activa e só aí posso colher as flores duradouras da criação. Percorrer esse caminho, mirar-lhe a face persistente… ser tudo e nada ser, no encalce do que me escapa e vai e vem pelas estrias da vida, saturado de luz e de sombras, a um tempo asfixiante e fugidio como as estrelas cadentes.

Dar à luz vezes sem conta, no incontornável vale dos soluços e da incerteza, dar à luz uma vez e outra, em pulsões intensas e reveladoras, a feliz agonia  do que se solta, doce crisálida em expansão, metamorfose. 

Possa eu nascer, por fim.



Mariana Inverno 11/2011

Grupo de Bioenergética

6 de Setembro de 2011
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20 de Setembro de 2011
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27 de Setembro de 2011
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18 de Outubro de 2011
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25 de Outubro de 2011
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15 de Novembro de 2011
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29 de Novembro de 2011
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6 de Dezembro de 2011
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20 de Dezembro de 2011
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7 de Fevereiro de 2012
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21 de Fevereiro de 2012
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bioenergetica-aulas1.2


GRUPO DE BIOENERGÉTICA com MICHELLE DAYA

Quando?

De 15 em 15 dias, às Terças-feiras, às 19h30.

Onde?

Espaço Art for All

Av. Costa Pinto 91, 1º Dto

Cascais



Contactos: Tlf 21 484 64 00   ou Tlm 96 603 96 77



Todos os participantes deverão trazer roupa confortável e meias.

Obrigada e até Breve!