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Quatro em cinco pessoas consideram a Internet um «direito fundamental»

Publicado: 2010.03.10

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internetUm estudo realizado pela GlobeScan para a BBC apurou que 87 por cento daqueles que já acederam à Internet consideram que estar ligado à rede é “um direito fundamental para todos” e que 71 por cento dos que não usam este recurso pensam que deveriam ter acesso à Internet.

As Nações Unidas encorajam um acesso universal à Internet e há até países que declaram o acesso à rede como um direito humano, sendo disso exemplo a Estónia e a Finlândia.

É na Coreia do Sul, o país mais ligado do mundo, que existe a maior percentagem de pessoas a considerar a Internet como um direito fundamental (96 por cento), seguido do México (94 por cento) e da China (87 por cento).

A maior parte dos cibernautas entende que a Internet trouxe mudanças positivas para a sua vida, graças ao volume de informação disponível, a uma grande liberdade e às redes sociais, sendo que 78 por cento consideram mesmo que a web lhes trouxe uma maior liberdade.

No entanto, há também preocupações em relação à segurança da Internet para exprimir opiniões, com 48 por cento dos interrogados a considerarem que a web é uma forma segura para que as pessoas se exprimam, enquanto 49 por cento estão convencidos do contrário, sendo os mais desconfiados os japoneses, os sul-coreanos e os franceses.

Esta sondagem, realizada junto de 27 973 adultos em 26 países entre 30 de Novembro de 2009 e 7 de Fevereiro de 2010, mostra também que 53 por cento dos inquiridos consideram que a web “não deveria nunca ser regulada pelo Estado, a qualquer nível”.

O estudo diz ainda que 44 por cento dos inquiridos não conseguem passar sem a Internet, um sentimento muito comum entre os japoneses (84 por cento), mexicanos (81 por cento) e russos (71 por cento).


Fonte: CiênciaHoje

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Reino Unido devolve artefactos antigos ao Egipto

Publicado: 2010.03.09

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egiptoO Reino Unido devolveu, na passada quarta-feira, uns 25 mil artefactos antigos ao Egipto – alguns datavam mesmo da Idade da Pedra, segundo disse o ministro da Cultura egípcio, Farouk Hosni.

Recorde-se que o Egipto tenta há já algum tempo que algumas peças lhe sejam devolvidas, incluindo a famosa Pedra da Roseta, instalado no Museu Britânico, em Londres. Este bloco de granito é de grande importância por, no século XIX, ter proporcionado aos investigadores estudar um mesmo texto escrito em hieróglifos, em egípcio demótico e em grego clássico. A pedra é conhecido como a chave para a decifração dos hieróglifos.

A devolução chegou em 85 caixas ao Cairo, por avião e resultou de “longas negociações” entre a Universidade de Londres. O conjunto de artefactos inclui uma ponta de lança em sílex, bem como cerâmica do sétimo milénio a.C., onde as impressões digitais de quem as criou ainda são visíveis.

Os artefactos irão constituir a base de uma colecção (pré-dinástico) do período Naqada –, nome de uma vila no Sul do Egipto que representou um dos mais antigos centros da civilização –, que ficará disposta no Museu Ahmed Fakhri, ainda em construção. Mais de 31 mil relíquias já têm sido devolvidas ao Egipto, desde 2002.


Fonte: CiênciaHoje

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Obras Literárias no Telmóvel

Publicado: 2010.03.08

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Porto Editora disponibiliza resumos de obras literárias para telemóveis

portoeditora

 

Versões resumidas de obras como «Memorial do Convento» ou «Felizmente Há Luar» estão agora disponíveis para telemóvel, numa iniciativa da Porto Editora, que procura “adaptar os conteúdos aos dias de hoje” sem substituir os antigos suportes.

Os conteúdos da colecção «Resumos Mobile» foram organizados por professores especializados e desenvolvidos para iPhone e para telemóveis com sistema operativo Symbian S60 (por exemplo, Nokia N73, N78 e N95), sendo compatíveis com iPod touch e iPad.

Segundo o responsável, estão disponíveis “resumos de estudo de obras em língua portuguesa de autores consagrados que são abordados no ensino secundário”, com vista a “apoiar o estudo dos alunos que, quando estão a preparar-se para os exames, podem agora aceder a conteúdos via telemóvel”, seja para leitura ou audição.

Às obras «Felizmente Há Luar», de Luís de Sttau Monteiro, e «O Memorial do Convento», de José Saramago, juntar-se-ão, em breve, «Os Maias», de Eça de Queirós, «Frei Luís de Sousa», de Almeida Garrett, «Mensagem», de Fernando Pessoa, ou «Os Lusíadas», de Luís de Camões.

“A partir de agora é possível vermos jovens estudantes na rua com os seus telemóveis e os seus auriculares a ouvir os resumos”, assim se preparando “para os exames ou para as provas”, declarou Paulo Gonçalves, salientando que as novas plataformas não pretendem substituir outras, mas sim oferecer “opções complementares”.

Nessa lógica, “esta forma de aceder aos conteúdos educativos não vai retirar a utilização dos livros auxiliares”, podendo até “estimular o acesso ou o interesse por esse tipo de edições”.

“A nossa experiência diz-nos que a disponibilização de novos formatos, novos suportes, aumenta o interesse nos conteúdos por parte dos utilizadores. E isso tem reflexo na procura de edições em papel”, acrescentou.

Os conteúdos podem ser adquiridos na Apple Store, no site da Porto Editora ou na sua versão mobile, onde é também possível aceder a uma enciclopédia, a 13 dicionários e ao Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa. Aqui, além de uma versão para a generalidade dos telemóveis com acesso à Internet, existe uma outra, especialmente concebida para ambiente iPhone.

 

Fonte: CiênciaHoje

Imagem: PortoEditora

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Casa do Conhecimento aprovada por Câmara Vila Verde

Publicado: 2010.02.24

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A Câmara de Vila Verde aprovou o lançamento do concurso público para a construção da Casa do Conhecimento, um projecto de 2,5 milhões de euros financiados por fundos comunitários, segundo anunciou o município.

O presidente da autarquia, António Vilela, adiantou que a primeira fase da obra – a construção do edifício – foi lançada pelo valor base de 1,442 milhões de euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor.

A apresentação de propostas decorre até 12 de Março, para uma edificação que vai nascer na zona da antiga central de camionagem de Vila Verde, enquadrada no projecto de requalificação urbana daquela zona.

A iniciativa, já aprovada pelo Programa Operacional da Região Norte – que financia 70 por cento do custo -, envolve ainda um segundo investimento de um milhão de euros em equipamentos informáticos e software. A Casa do Conhecimento, que se previa ficar concluída este ano, sofreu um atraso de mais de um ano, devendo agora ficar pronta no último trimestre de 2011.

Terá auditório com sistema de projecção estereoscópico
Terá auditório com sistema de projecção estereoscópico

O futuro organismo, projectado em parceria com o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho, terá as valências de teatro virtual, Cave (Ambiente Automático Virtual), área de exposição interactiva, salas de formação, sala internet e wi-fi.

Educação e Entretenimento

O projecto contempla, ainda, um auditório dotado de um sistema de projecção estereoscópico (3D interactiva), uma cave assente no conceito «Edutainment» (Educação e Entretenimento), e uma área de exposição interactiva com percepção da realidade aumentada, na qual o público pode intervir com módulos interactivos. Terá ainda, segundo o autarca, salas de formação equipadas com sistemas multimédia, quadros interactivos, videoconferência e formação presencial e em regime de E-learning.

Nesta área, permite um sistema de formação de largo espectro em termos de conteúdos e públicos, que passam pela iniciação, pelo aperfeiçoamento, pela reciclagem ou pela especialização tecnológica, indo de encontro ao conceito de formação ao longo da vida. A Casa do Conhecimento vai dispor, também, de uma sala internet, dentro do formato tradicional, com computadores, impressoras, equipamento multimédia e acesso à rede.


Fonte: CiênciaHoje

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Maior base de dados sobre Portugal já está online

Publicado: 2010.02.24

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pordata

 

Foi lançada a Pordata, uma base de dados de acesso gratuito sobre Portugal Contemporâneo, apresentada como “um serviço público de informação estatística” e criada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

A Pordata pretende ser a maior base de dados estatísticos sobre Portugal com acesso universal e gratuito. Está disponível a partir de hoje na Internet, em www.pordata.pt, e é o resultado de uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo investigador António Barreto.

Ao aceder ao endereço da base de dados, uma mensagem explica a forma de funcionamento do site. As pesquisa são realizadas por palavra-chave, como em motores de busca como o Google, e existe uma opção de pesquisa avançada, onde é possível pesquisar por datas e outros critérios.

Segundo António Barreto, a Pordata reúne estatísticas sobre “quase todos os capítulos da sociedade portuguesa”, com dados relativos aos últimos 50 anos, fornecidos por mais de 30 entidades que produzem estatísticas certificadas.

Os utilizadores da Pordata podem ainda escolher e cruzar variáveis, criar os seus próprios quadros e gráficos “estáticos e dinâmicos”, calcular taxas de variação e percentagens. Tudo, no máximo, em três cliques, segundo os responsáveis pelo projecto.

“O que nós oferecemos é uma capacidade muitíssimo ágil de trabalhar os números, coisa que as outras bases não fazem. Por outro lado, juntamos 50 anos de números de dezenas de entidades. Quase ninguém oferece isto no mundo, não é só em Portugal”, disse o investigador.

“O objectivo é o de dar ferramentas aos cidadãos que lhes permitam, de um modo tão rigoroso e independente quanto possível, formar a sua opinião com base em factos e não apenas com base em opiniões. Eu não quero pensar sobre a saúde aquilo que os políticos me dizem, eu quero pensar sobre a saúde aquilo que os números, os factos e as ideias me permitem a mim próprio pensar”, acrescentou.

Primeiro projecto público da Fundação Francisco Manuel dos Santos

A Fundação Francisco Manuel dos Santos foi criada há um ano pela família de Alexandre Soares dos Santos, que controla o grupo de distribuição Jerónimo Martins, dono, entre outros, dos supermercados Pingo Doce.

A Pordata é o primeiro projecto público da fundação e tem como objectivo divulgar factos que permitam fazer estudos e suportar ideias sobre a sociedade portuguesa.

Assim, à base de dados segue-se, dentro de poucos meses, a publicação de “pequenos ensaios de 100 páginas sobre grandes temas políticos, sociais, culturais, mas também sobre grandes valores, como a democracia, a autoridade ou a liberdade”. Os autores serão “pessoas de 30, 40 anos”, já “reconhecidos como especialistas nos assuntos”.

Os estatutos da fundação dão-lhe como missão “promover e aprofundar o conhecimento da realidade portuguesa”, para “contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas”.

Sem fins lucrativos, a instituição não tem ligações institucionais ao grupo Jerónimo Martins.

O organismo lembra a memória de Francisco Manuel dos Santos, o avô de Alexandre Soares dos Santos, nascido em 1876, que comprou em 1921 as lojas Jerónimo Martins, fazendo assim nascer um dos maiores grupos de distribuição em Portugal.

 

Fonte: DN

Imagem: Pordata

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Faces da saúde mental: Entre a ciência e a arte

Publicado: 2010.02.23

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mindfacesO Fórum Gulbenkian de Saúde 2010, dedicado à Saúde Mental, tem início este mês de Fevereiro, dia 25, e é comissariado pelo psiquiatra José Miguel Caldas de Almeida – também Coordenador Nacional para a Saúde Mental.

O «Mind Faces – As Diferentes Faces da Saúde Mental» engloba um programa de actividades que cruza a vertente científica com a artística, contando para isso com a colaboração do Centro de Arte Moderna e do Programa Gulbenkian Educação para a Cultura.

Assim, de Fevereiro a Novembro, decorrerá na Fundação Gulbenkian um conjunto de iniciativas dedicado a questões de Saúde Mental, que inclui colóquios, exposições, conferências, um ciclo de cinema e a projecção de um documentário inédito sobre João dos Santos, para além de outros eventos-satélite.

“A percepção da importância da saúde mental mudou radicalmente na última década, graças a estudos epidemiológicos que comprovaram uma coisa que já sabíamos: as doenças mentais são bastante frequentes, e algumas têm uma prevalência elevada”, afirmou o comissário do fórum. E é neste contexto global, em que “as doenças mentais têm um impacto negativo, nas pessoas e na sociedade, muito superior ao que se pensava antigamente”, que surge o «Mind Faces».

A sessão de abertura, que começa às 9h30, contará com a presença de Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, administradora da mesma instituição, e da ministra da Saúde Ana Jorge.

Colóquio, exposições, projecções

Paralelamente, arrancam o programa científico com o colóquio «Saúde Mental e Ciência: Novas Contribuições», onde especialistas nacionais e internacionais irão discutir, ao longo do dia, as principais contribuições da ciência para a compreensão da influência destes diferentes factores na etiologia e evolução das doenças mentais.

Ainda no dia 25, será inaugurada a exposição «O Diário de Bobby Baker: Mental Illness and me, 1997-2008», uma selecção de desenhos da performer e humorista britânica que regista o seu estado mental durante o tempo em que recebeu tratamento psiquiátrico e que já confirmou presença para a inauguração.

Ainda decorrerá a projecção do filme «How to Live» (2004), sobre o espectáculo onde Bobby Baker interpreta uma psicoterapeuta em sessão aberta com uma das suas pacientes: uma ervilha congelada, a quem foi diagnosticada uma desordem de personalidade.


Fonte: CiênciaHoje

Imagem: Fundação Calouste Gulbenkian

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Ser feliz é benéfico para o coração

Publicado: 2010.02.23

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happyA felicidade pode ser a chave para se ter um coração saudável, segundo um novo estudo que, pela primeira vez, investigou a relação entre as emoções e as doenças cardíacas. 

O trabalho publicado ontem na “European Heart Journal” mostra que as pessoas que são felizes e optimistas têm menos riscos de sofrerem de problemas cardíacos, pelo que a sua autora, Karina Davidson, acredita que esta investigação pode ajudara descobrir como os pacientes devem agir a fim de melhorarem a sua saúde.

Ao longo de dez anos, Karina Davidson, que também é directora do Centro de Comportamento de Saúde Cardiovascular da Columbia University Medical Center, acompanhou 1739 adultos – 862 homens e 877 mulheres – e avaliou várias emoções negativas como a depressão , a hostilidade e a ansiedade,  e ainda a expressão de emoções positivas como o prazer, a felicidade, a excitação e  o entusiasmo, denominados por efeitos positivos.

Embora sejam transitórios, estes sentimentos são considerados um “estado”, principalmente nos adultos, ainda que uma pessoa feliz possa ficar ocasionalmente ansiosa, zangada ou deprimida.

Depois desta avaliação, os investigadores distribuíram os efeitos positivos em cinco categorias, que iam desde o “nenhum” até o “extremo” – passando pelo “pouco”, “moderado” e “muito” – e descobriram que o risco de doenças cardíacas variava 22 por cento de categoria para categoria. 


Nós descobrimos também que, durante a investigação, aqueles que geralmente eram bastante positivos, apresentavam sintomas de depressão em alguma momento. Mas isso não aumentava o risco de doenças cardíacas”, explicou Karina Davidson, acrescentando que as conclusões retiradas deste estudo sugerem que estimular emoções positivas no paciente pode ser uma maneira eficiente de prevenir doenças cardíacas.

De acordo com os investigadores, os motivos que fazem com que os efeitos positivos protejam o coração são variados, e podem estar relacionados com o facto de estas pessoas dormirem bem, fumarem menos e terem uma vida mais calma, sem stress. “Temos muitas especulações”, adiantou a autora do estudo, sublinhando que “aqueles com o efeito positivo têm um período maior de relaxamento e de descanso psicológico, recuperam mais rapidamente de situações de stress e não passam muito tempo a remoer os factos”.

Os investigadores ressaltaram, porém, a necessidade de mais investigações para ratificar esta ligação. “Se os próximos estudos confirmarem as nossas conclusões, esses resultados serão incrivelmente importantes para descobrir o que pode ser feito para melhorar a saúde dos pacientes”, concluiu Karina Davidson.


Fonte: CiênciaHoje

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Arte Digital : Women in Art, por Philip Scott Johnson (2007)

Publicado: 2010.02.23

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O video “Women in Art”, realizado por Philip Scott Johnson, é um hino impressionante consagrado à história da arte através da imagem da mulher. Com música de Bach, este video atraiu de imediato grande atenção na web, tendo o número de visitantes atingido os 10 milhões em meados de 2009.

Uma verdadeira obra de arte!

Women In Art from Philip Scott Johnson on Vimeo.

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Fernando Nobre candidata-se à Presidência por “imperativo moral”

Publicado: 2010.02.22

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fnprPresidente da AMI candidata-se a Belém dirigindo-se aos desiludidos e aos que não têm voz

“Por imperativo moral, de consciência e de cidadania”, Fernando Nobre, médico e presidente da Assistência Médica Internacional, candidata-se às Presidenciais de 2011. Admite que pode não ganhar, mas diz que a sua candidatura “não será nunca inútil”.

Foi no (pequeno) auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa – que obviamente encheu rapidamente e deixou muitas pessoas na rua, onde havia um ecrã a transmitir o discurso -, que Fernando Nobre, 59 anos, anunciou ontem a sua candidatura à Presidência da República. “Portugal precisa de um presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país”, disse, admitindo que “um homem livre, só e independente pode servir melhor o país nesta altura tão difícil e sensível para Portugal”.

Fernando Nobre dirige-se aos insatisfeitos. Diz que a sua candidatura é a “dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada”. Dirige-se aqueles para quem “o destino do país não é indiferente” e diz-lhes que “chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar”. “Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável”, disse, explicando que se candidata por “dever moral e cívico” mas também porque não se conforma em assistir à “agonia lenta de Portugal”.

Em seu favor, Fernando Nobre apontou a “particular sensibilidade social e humanística”, o “orgulho em ser português” e o facto de trazer enraizadas em si “as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundividência”. O seu espaço político, disse, é a “liberdade”, a “justiça social”, o “humanismo”, a “ética”, a “transparência na vida pública” e a “adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado”.

Se for eleito, como disse esperar, prometeu ser “garante da estabilidade” das instituições e o seu “compromisso moral intransigente” assenta em “reconhecer o mérito, premiar a excelência e recusar a impunidade”.

No seu discurso, que leu durante cerca de 15 minutos, apontou quatro prioridades: incentivar a “regeneração ética da vida política do país”, prometendo ser “intransigente” com todos os que exercem cargos públicos; apoiar e incentivar todos os esforços no caminho da justiça social, dando particular atenção aos desempregados e trabalhadores precários, aos jovens, idosos, emigrantes e imigrantes; defender a soberania nacional, designadamente os recursos naturais, o património histórico, a língua e o prestígio do país; e “não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal”.

Com várias caras conhecidas na sala – cantores como Rui Veloso, Luís Represas, Vitorino e Carlos Mendes, o juiz Rui Rangel e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto -, Fernando Nobre disse estar consciente de que será uma batalha difícil, “talvez até invencível”, mas garantiu que não será “inútil”. A sua luta é “contra a indiferença”.


Fonte: JORNAL DE NOTICIAS online, foto:http://jn.sapo.pt/Storage/ng1257383.jpg, de Miguel A. Lopes, LUSA.

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Novas Respostas da Ciência

Publicado: 2010.02.18

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O investigador Manuel Sobrinho Simões defendeu hoje que as “chamadas ciências duras (ciências exactas) têm de rapidamente ganhar a humildade suficiente para se articularem com as ciências ditas não duras, humanas ou humanidades”. Sublinhou ainda que “os desafios do mundo actual são muito mais culturais e políticos do que científicos”.


O A  conferência decorrerá na Casa Jorge de Senadirector do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) falava a propósito da conferência que irá proferir quinta feira, no Porto, sobre «Novas respostas da ciência», integrada no ciclo «Novas Respostas a Novos desafios», organizado pela Fundação Mário Soares e Fundação Inatel.

O investigador defende que é necessário evoluir de uma perspectiva científico-tecnológica para “uma muito mais cultural, política e, no limite, até religiosa”. Frisou que acredita que é a cultura que perspectiva a ciência e não o contrário.

Do ponto de vista científico, o Sobrinho Simões considera que “tudo tem sido feito. Temos robôs, capacidade de fazer medicina regenerativa, capacidade de a partir de células estaminais reproduzir organismos e as nanotecnologias são extraordinárias, pela capacidade que têm de aumentar a eficiência”.

“Mas, como somos cada vez mais egoístas, mais mimados como sociedade, acostumados a ter tudo, a ter bem-estar e a gastar muito, estas respostas da ciência, por estranho que pareça, se calhar estão a acelerar os desafios que são mais globais: o da demografia, o do clima, o do esgotamento dos recursos naturais”, acrescentou.

Melhoria genética das pessoas

Assim, em seu entender, “a resposta científica pode ser uma tragédia. Se não introduzirmos controlos éticos, por exemplo, vamos poder fazer melhoria genética das pessoas e isto, penso eu, não é desejável em termos da sociedade”.

“Não me refiro a curar doenças e ao aconselhamento genético, mas sim aos pais que querem que os filhos sejam mais bonitos, mais inteligentes e tenham olhos azuis. É um desafio que se põe hoje a ciência e que tem de ser resolvido”, frisou.

E questiona: “Será que este desafio interessa à sociedade? Será que a sociedade está disposta a tolerar a melhoria genética?” Sobrinho Simões considera que “o que tem graça, nas respostas da ciência, é que são muito inteligentes e eficientes, mas tem de ser enquadradas culturalmente e politicamente, senão podem contribuir para acelerar os desafios horrorosos com que a sociedade mundial se defronta hoje”.

A conferência sobre “Novas respostas da ciência” realiza-se amanhã, na Casa Jorge de Sena, no Porto, e contará com a participação de Mário Soares e Vítor Ramalho, que irão conduzir o debate.

Fonte: Ciência Hoje

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