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Fernando Nobre candidata-se à Presidência por “imperativo moral”

fnprPresidente da AMI candidata-se a Belém dirigindo-se aos desiludidos e aos que não têm voz

“Por imperativo moral, de consciência e de cidadania”, Fernando Nobre, médico e presidente da Assistência Médica Internacional, candidata-se às Presidenciais de 2011. Admite que pode não ganhar, mas diz que a sua candidatura “não será nunca inútil”.

Foi no (pequeno) auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa – que obviamente encheu rapidamente e deixou muitas pessoas na rua, onde havia um ecrã a transmitir o discurso -, que Fernando Nobre, 59 anos, anunciou ontem a sua candidatura à Presidência da República. “Portugal precisa de um presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país”, disse, admitindo que “um homem livre, só e independente pode servir melhor o país nesta altura tão difícil e sensível para Portugal”.

Fernando Nobre dirige-se aos insatisfeitos. Diz que a sua candidatura é a “dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada”. Dirige-se aqueles para quem “o destino do país não é indiferente” e diz-lhes que “chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar”. “Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável”, disse, explicando que se candidata por “dever moral e cívico” mas também porque não se conforma em assistir à “agonia lenta de Portugal”.

Em seu favor, Fernando Nobre apontou a “particular sensibilidade social e humanística”, o “orgulho em ser português” e o facto de trazer enraizadas em si “as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundividência”. O seu espaço político, disse, é a “liberdade”, a “justiça social”, o “humanismo”, a “ética”, a “transparência na vida pública” e a “adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado”.

Se for eleito, como disse esperar, prometeu ser “garante da estabilidade” das instituições e o seu “compromisso moral intransigente” assenta em “reconhecer o mérito, premiar a excelência e recusar a impunidade”.

No seu discurso, que leu durante cerca de 15 minutos, apontou quatro prioridades: incentivar a “regeneração ética da vida política do país”, prometendo ser “intransigente” com todos os que exercem cargos públicos; apoiar e incentivar todos os esforços no caminho da justiça social, dando particular atenção aos desempregados e trabalhadores precários, aos jovens, idosos, emigrantes e imigrantes; defender a soberania nacional, designadamente os recursos naturais, o património histórico, a língua e o prestígio do país; e “não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal”.

Com várias caras conhecidas na sala – cantores como Rui Veloso, Luís Represas, Vitorino e Carlos Mendes, o juiz Rui Rangel e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto -, Fernando Nobre disse estar consciente de que será uma batalha difícil, “talvez até invencível”, mas garantiu que não será “inútil”. A sua luta é “contra a indiferença”.


Fonte: JORNAL DE NOTICIAS online, foto:http://jn.sapo.pt/Storage/ng1257383.jpg, de Miguel A. Lopes, LUSA.

Fernando Nobre


Fernando Nobre

Presidente e Fundador da Ami






“A Pobreza em Portugal é uma vergonha”

fernandonobreOs ricos pensam que, quando morrerem, levam o dinheiro, muitos dirão que é para os filhos, mas também estes não são eternos. Os dinossauros também pensavam assim e lixaram-se.

Palavra do Povo.

“A Pobreza em Portugal é uma vergonha”

Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, quebrou o politicamente correcto que marcou o debate de dois dias na 3º Congresso da Ordem dos Economistas sobre a Nova Ordem Económica.

Nobre fez um discurso inflamado, provocando uma plateia cheia de economistas, que também são actuais e ex-responsáveis políticos, gestores e empresários, conseguiu palmas da plateia e introduziu um sentimento de urgência e indignação que, até esse momento, esteve ausente do debate.

“É uma vergonha a pobreza que temos em Portugal”. “Não me falem  dos problemas de aumento do salário mínimo. Quem é que aqui nesta sala consegue viver com 450 euros?”. “Não me venham com cirurgias plásticas para as mudanças que vão acontecer no mundo. Nós, os cidadãos não as vamos aceitar”, foram algumas das frases que deixou aos economistas presente.

Nobre, que também é médico e professor, interveio num painel que abordou o papel das organizações não governamentais (ONG) na nova ordem económica mundial defendendo que além do seu papel no apoio à sociedade e de compensação por falhas dos governos, as ONG têm um papel essencial na denuncia de injustiças e desequilíbrios, e na pressão para que o mundo possa mudar. E foi isso mesmo que fez.

O presidente da AMI diz que “em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza”, que “há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”. Inconformado, disse que “combater a pobreza é uma causa nacional”, e salientou: “Não me venham com os 18% de taxa de pobreza, porque se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%”. “Não aceito esta vergonha no nosso país”

O nível de desemprego, as baixas reformas, a precariedade dos contratos de trabalho foram outras áreas que lamentou.

Os empresários também não foram poupados. “Quando vejo a CIP a defender que o salário mínimo não aumente não posso concordar. Que país queremos? Quantos de nós aqui conseguiriam viver com 450 euros por mês?”, perguntou à audiência, deixando depois um repto aos empresários: “Peço aos empresários para serem inovadores, abram-se ao mundo, sejam empreendedores”.

“É o momento de repensar que mundo queremos”, e recorrendo à frieza com que os médicos olham para a vida afirmou: “eu sei como vou morrer, sei como todos aqui vão morrer. E não é nessa altura, não é quando começarem a sentir a urina quente a correr pelas coxas, que vale a pena repensar a nova ordem económica mundial. É agora”. As futuras gerações não vão perdoar, diz.

Sobre o estado das economias, salientou que não é economista, mas avisou para os riscos que pendem sobre as economias e que os economistas presentes não abordaram: o risco de um crash obrigacionista, a falência de fundos de pensões pelo mundo, os milhões investidos em produtos derivados. “Não é razão para cedermos a paranóias, mas é preciso questionar se as economias capitalistas estarão à altura do desafio”, disse, acrescentando: “É precisa prudência, bom senso e cuidados com os cantos da sereia”.

E voltando aos seus conhecimentos médicos terminou dizendo: “Perante uma hérnia estrangulada, um médico só pode fazer uma coisa: operar imediatamente.
Ora a hérnia já está estrangulada [na ordem económica mundial]: nós temos que operar, temos de mudar as regras, os instrumentos.

É preciso bom senso, acção, determinação política”, disse, avisando:

“Se não o fizermos, as próximas gerações acusar-nos-ão, com razão, de não assistência a planeta em perigo”.


Fonte: Jornal de Negócios

Ajude o Haiti!

haitiA AMI agradece a todos os doadores não só a confiança e generosidade, como também as mensagens de apoio e simpatia transmitidas pelo povo português no blog e facebook.

Na campanha Emergência Haiti – “Não há tempo a perder”, iniciada no dia 14 de Janeiro, foram doados à AMI mais de 500 mil euros, a aplicar, nesta fase de primeira urgência, na manutenção e reforço da equipa médica da AMI no Haiti.

Neste momento, a melhor maneira de contribuir é fazendo donativos em dinheiro pois a equipa fará a aquisição dos bens necessários nos países vizinhos.

À semelhança do que a AMI fez no Sri Lanka, onde se mantém desde o Tsunami ocorrido há 5 anos, a AMI estará também presente na fase de pós emergência, com projectos sociais e de reconstrução,

Seja solidário!

CAMPANHA DE EMERGÊNCIA AMI

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