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Artistas

Isabel Sousa Pinto


Origens vindas do Norte regem a sua maneira de estar na vida. O trabalho, a beleza, a simplicidade destas gentes fizeram de si “apenas uma discípula do povo”.

Com 12 anos ganha a primeira menção honrosa de pintura, a nível nacional, sob o título “10 de Junho – Dia de Camões”

Dedicou-se a outras actividades profissionais, como desenhadora arqueológica para o Dr Cavaleiro Paixão, do Instituto Português do Património Cultural, no Mosteiro dos Jerónimos, Secretária, Responsável pelo Gabinete Criativo de uma empresa para a qual desenvolveu o arranjo plástico de exposições na Intercasa, Intermoda e Portex, entre outras.

A vontade de criar e a paixão pela arte levaram-na a abandonar as suas outras actividades, dedicando-se inteiramente às telas e a criar o seu artesanato.

Sobre azul mourisco, decora com minúcia singular peças de cerâmica de onde se destacam as rendas e os motivos renascentistas.

Nos óleos mostra uma procura constante do seu ideal; uma busca pela paz no mundo.

Organizou a maior exposição de Pintura Russa em Portugal.

Está representada em várias colecções particulares nacionais e no estrangeiro.

Emile Cioran

duplicidade«O MOMENTO EM QUE PENSAMOS TER COMPREENDIDO TUDO DÁ-NOS O AR DE ASSASSINOS.








O COMBATE QUE TRAVAM EM CADA INDIVÍDUO O FANÁTICO E O IMPOSTOR FAZ COM QUE NÃO SAIBAMOS NUNCA A QUEM NOS DIRIGIR.»
Émile Cioran (1911-1995)

Emil Cioran nasceu em Răşinari, Condado de Sibiu (na Transilvânia, parte do território Austro-Húngaro na época). Seu pai, Emilian Cioran era um padre Romeno Ortodoxo e a mãe, Elvira Cioran (sobrenome Comaniciu) era originária de Veneţia de Jos, um povoado próximo a Făgăraş. O pai de Elvira, Gheorghe Comaniciu, era tabelião e ganhou o título de barão pelas autoridades imperiais. Assim, pode-se dizer que Emil Cioran, em virtude da linhagem materna pertencia a uma pequena família de nobres na Transilvânia.

Após estudar Ciências Humanas no colégio Gheorghe Lazăr em Sibiu, Cioran começou a estudar Pedagogia na Universidade de Bucareste aos 17 anos. Ao ingressar na Universidade, aproximou-se de Eugène Ionesco e Mircea Eliade, os três permaneceriam amigos por muitos anos. Fez amizade com os futuros filósofos romenos Constantin Noica e Petre Ţuţea durante o período em que receberam ensinamentos de Tudor Vianu e Nae Ionescu. Cioran, Eliade e Ţuţea tornaram-se adeptos das idéias de seu mestre Nae Ionescu – ou seja, uma corrente denominada Trăirism, que mesclava o Existencialismo com idéias comuns às várias formas do Fascismo.

Absorvendo influências Germânicas, seus primeiros estudos centralizaram-se em Emmanuel Kant, Arthur Schopenhauer, e principalmente Friedrich Nietzsche. Tornou-se um agnóstico, tomando por axioma “a inconveniência da existência”. Durante seus estudos na Universidade, Cioran também foi influenciado pelas obras de Georg Simmel, Max Stiner, Ludwig Klages e Martin Heidegger, e também pelo filósofo russo Lev Shestov, que aliou a crença na arbitrariedade da vida à base de seu pensamento. Cioran graduou-se com uma tese sobre Henri Bergson; mais tarde, porém, renegaria Bergson, alegando que este não compreendera a tragédia da vida.

 

Obras Principais

Em romeno
  • Pe culmile disperării (literally On the Summits of Despair; translated “On the Heights of Despair”), Editura “Fundaţia pentru Literatură şi Artă”, Bucharest 1934
  • Cartea amăgirilor, Bucharest 1936
  • Schimbarea la faţă a României (”The Transfiguration of Romania”), Bucharest 1936 –Lacrimi şi Sfinţi (”Tears and Saints”), “Editura autorului” 1937
  • Îndreptar pătimaş (”The Passionate Handbook”) , Humanitas, Bucharest 1991
Em francês
  • Mon pays/Ţara mea (”My country”, written in French, the book was first published in Romania in a bilingual volume), Humanitas, Bucharest, 1996
  • Précis de décomposition (”A Short History of Decay”), Gallimard 1949
  • Syllogismes de l’amertume (tr. “All Gall Is Divided”), Gallimard 1952 (tr. Silogismos da Amargura. Letra Livre. Lisboa, 2009)
  • La tentation d’exister (”The Temptation to Exist”), Gallimard 1956 English edition: ISBN 0-226-10675-6 (tr.Tentação de Existir. Relógio D´Água. Lisboa, 1998)
  • Histoire et utopie (”History and Utopia”), Gallimard 1960 (tr. História e Utopia. Bertrand. Lisboa, 1994)
  • La chute dans le temps (”The Fall into Time”), Gallimard 1964
  • Le mauvais démiurge (literally The Poor Demiurge; tr. “The New Gods”), Gallimard 1969
  • De l’inconvénient d’être né (”The Trouble With Being Born”), Gallimard 1973
  • Écartelèment (tr. “Drawn and Quartered”), Gallimard 1979
  • Exercices d’admiration 1986, and Aveux et anathèmes 1987 (tr. and grouped as “Anathemas and Admirations”)
  • Cahiers (”Notebooks”), Gallimard 1997


Fonte: Wikipédia

Nova Ponte para Ponte de Sôr

Ponte-de-SorPonte de Sôr, no distrito de Portalegre, vai ter uma nova ponte concebida por um artista: Leonel Moura que, a convite da autarquia elaborou o projecto com uma equipa de engenheiros especializados neste tipo de estruturas.

O carácter inovador desta ponte, pedonal, é ser tubular, numa estrutura autoportante.

O projecto foi elaborado com um complexo sistema de treliças que, de certa maneira, se suportam a si mesmas”. Esta solução permite “não recorrer a inestéticos pilares, mantendo a ponte totalmente suspensa por cima da água”.

O artista diz também que, usualmente, “as pontes são pensadas somente em termos de estabilidade estrutural e custos”, sendo rara a “atenção à criatividade estética”. A inovação desta ponte, acredita, está também neste facto: “Penso que não existe nenhuma outra ponte em Portugal desenhada por um artista”.
. “Considerei que uma nova ponte, em tal contexto, devia ser mais do que uma simples estrutura de atravessamento, para se tornar num elemento de valorização do local”.

A construção da nova ponte terá início já em 2010.

Fonte: Ciência Hoje