Cientistas britânicos no King´s College of London, Reino Unido, anunciaram esta semana que descobriram uma relação entre os níveis elevados de clusterina no sangue e o aparecimento da doença de Alzheimer.
De acordo com a investigação levada a cabo durante cinco anos, níveis elevados de clusterina no sangue apontam para o risco de aparecimento da doença. Descobriram ainda que as alterações dos níveis desta proteína começam a verificar-se dez anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas de Alzheimer.
“Este é um primeiro passo importante para descobrir um teste pré-clínico. Em termos de futuro, esses testes poderão ser usados como uma parte de um processo incrível” diz Simon Lovestone, coordenador do projecto.
A partir deste controlo precoce que o teste potenciará, será possível tomar um conjunto de medidas como exames ou fármacos para prevenir ou retardar o aparecimento desta doença incapacitante.
A doença de Alzheimer atinge 35 milhões de pessoas em todo o mundo. É uma forma grave e progressiva de demência. Ao fim de algum tempo deixam de conseguir perceber o meio envolvente e de cuidarem de si próprias.
A Organização Mundial da Saude (OMS) calcula que o número duplique nos próximos 20 anos. Um sinal alarmante mas que leva agora uma nova esperança já que os investigadores esperam conseguir viabilizar o teste dentro de cinco anos ao público.
Fonte: Boas Notícias
A felicidade pode ser a chave para se ter um coração saudável, segundo um novo estudo que, pela primeira vez, investigou a relação entre as emoções e as doenças cardíacas.
O trabalho publicado ontem na “European Heart Journal” mostra que as pessoas que são felizes e optimistas têm menos riscos de sofrerem de problemas cardíacos, pelo que a sua autora, Karina Davidson, acredita que esta investigação pode ajudara descobrir como os pacientes devem agir a fim de melhorarem a sua saúde.
Ao longo de dez anos, Karina Davidson, que também é directora do Centro de Comportamento de Saúde Cardiovascular da Columbia University Medical Center, acompanhou 1739 adultos – 862 homens e 877 mulheres – e avaliou várias emoções negativas como a depressão , a hostilidade e a ansiedade, e ainda a expressão de emoções positivas como o prazer, a felicidade, a excitação e o entusiasmo, denominados por efeitos positivos.
Embora sejam transitórios, estes sentimentos são considerados um “estado”, principalmente nos adultos, ainda que uma pessoa feliz possa ficar ocasionalmente ansiosa, zangada ou deprimida.
Depois desta avaliação, os investigadores distribuíram os efeitos positivos em cinco categorias, que iam desde o “nenhum” até o “extremo” – passando pelo “pouco”, “moderado” e “muito” – e descobriram que o risco de doenças cardíacas variava 22 por cento de categoria para categoria.
Nós descobrimos também que, durante a investigação, aqueles que geralmente eram bastante positivos, apresentavam sintomas de depressão em alguma momento. Mas isso não aumentava o risco de doenças cardíacas”, explicou Karina Davidson, acrescentando que as conclusões retiradas deste estudo sugerem que estimular emoções positivas no paciente pode ser uma maneira eficiente de prevenir doenças cardíacas.
De acordo com os investigadores, os motivos que fazem com que os efeitos positivos protejam o coração são variados, e podem estar relacionados com o facto de estas pessoas dormirem bem, fumarem menos e terem uma vida mais calma, sem stress. “Temos muitas especulações”, adiantou a autora do estudo, sublinhando que “aqueles com o efeito positivo têm um período maior de relaxamento e de descanso psicológico, recuperam mais rapidamente de situações de stress e não passam muito tempo a remoer os factos”.
Os investigadores ressaltaram, porém, a necessidade de mais investigações para ratificar esta ligação. “Se os próximos estudos confirmarem as nossas conclusões, esses resultados serão incrivelmente importantes para descobrir o que pode ser feito para melhorar a saúde dos pacientes”, concluiu Karina Davidson.
Fonte: CiênciaHoje
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