Notícias
No próximo dia 13 de janeiro, a Câmara Municipal de Cascais vai realizar, através da DNA Cascais, o seminário “Franchising, uma Opção para Empreender”, em parceria com a McDonald’s. A iniciativa irá decorrer no Ninho de Empresas DNA (Alcabideche), a partir das 17 horas.
Entre os temas abordados no seminário, estará a explicação sobre como funciona o franchise e as questões contratuais e legais associadas a esta área de negócio. Serão ainda apresentados exemplos práticos de empresas de franchising.
A participação no seminário é aberta a todos os interessados, mediante inscrição prévia, até 10 de janeiro, para o email geral@dnacascais.pt. O programa completo pode ser consultado em www.dnacascais.pt.
Fonte: CMC
A Perspectiva das Coisas. A Natureza-Morta na Europa
Segunda parte: Séculos XIX-XX (1840 – 1955)
21 de Outubro de 2011 a 8 de Janeiro de 2012
Galeria de Exposições da Sede
Dando continuidade à exposição apresentada em 2010 sobre o tema da natureza-morta na Europa, a segunda parte será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais ocorridas na primeira metade do século XX.
A renovação do interesse pela natureza-morta por parte dos artistas da vanguarda francesa será documentada através das obras dos Realistas e também da nova linguagem do Impressionismo. Em exposição estará uma peça-chave deste contexto, a Natureza-Morta de Claude Monet, que faz parte das colecções do Museu Calouste Gulbenkian. A natureza-morta foi, no final do século XIX, tema que interessou de sobremaneira os pintores Pós-Impressionistas como Cézanne, Van Gogh e Gauguin, que estarão representados através de obras de referência.
Museu Calouste Gulbenkian - Entrada Gratuita Sábado e Domingo
Últimos dias 6, 7 e 8 aberto das 10h00 às 23h00
Saiba mais AQUI
Inaugura a 05 de Janeiro na Galeria do Hospital de Santa Maria.


É inaugurada em Outubro a grande exposição do Museu Calouste Gulbenkian dedicada à pintura e natureza-morta europeia, com obras de Cézanne, Van Gogh, Picasso, Dalí, Gauguin e tantos outros.
Neil Cox, o comissário da exposição, desvenda o que vamos poder ver a partir do dia 21 de Outubro.
O Museu Calouste Gulbenkian vai inaugurar a segunda parte de uma grande exposição em que se pretende estudar os diferentes aspectos da pintura de natureza-morta na Europa. Na qualidade de comissário desta segunda parte, coube-me o desafio de ponderar como poderíamos pensar em algo tão tradicional como a natureza-morta, isto é, a representação de um grupo de objectos – sejam eles flores, instrumentos, conchas ou uma caveira, geralmente colocados sobre uma mesa – no contexto da modernidade.
Com o título geral em inglês In the Presence of Things (Na Presença das Coisas), esta mostra, em duas partes, recebeu, em português, o nome de A Perspectiva das Coisas, cujo significado, ainda que ligeiramente diferente, não deixa de ter a sua pertinência. A segunda parte da exposição tem como ideia base explorar de que modo, num contexto de modernidade, o significado da natureza-morta se alterou à medida que o significado dos objectos, e a experiência subjectiva dos mesmos, também se alterava. E, dado que é praticamente impossível construir desta vez uma narrativa histórica uniforme, poderão os visitantes contar com uma viagem através de uma diversidade de temas, plena de nomes surpreendentes, lado a lado com as figuras mais destacadas da história da arte moderna.
É hoje comum a ideia de que a arte moderna é interessante porque nos apresenta as reacções do artista perante o mundo, recorrendo à pintura para exprimir ideias ou sentimentos, em lugar de nos apresentar uma representação realista do mesmo. É claro que a própria ideia de que as reacções subjectivas são interessantes é já, em si, moderna, podendo nós a este propósito pensar na obra de Freud ou no surgimento do romance psicológico como prova disso mesmo. A exposição defende que esta aproximação ao subjectivo, e consequente afastamento dos imperativos do real, contou com a ajuda da invenção da fotografia por volta de 1840. A fotografia produzia imagens através da luz reflectida nos objectos e nas pessoas, e fê-lo segundo uma óptica completamente diferente. É fácil de constatar que esta tecnologia libertou a pintura da incumbência da representação realista, ao fazê-lo, abriu o caminho para que artistas como Vincent van Gogh, Henri Matisse ou Odilon Redon (todos eles representados na exposição) pintassem segundo uma nova noção de liberdade em termos de cor e de forma. Usando as palavras do poeta Stéphane Mallarmé em 1864, a tarefa consistia agora em “pintar, não o objecto, mas o efeito que ele produz”. Nesta frase, podemos já verificar que o estatuto do objecto se tornou um problema: os objectos são “efeitos” numa pintura que agora nos apresenta os sentimentos do artista. Se considerarmos uma outra perspectiva, podemos concluir que a fotografia não aboliu o realismo, tendo, outrossim, contribuído para uma nova compreensão da realidade. Segundo este ponto de vista, as fotografias foram ao encontro do positivismo oitocentista e de certas políticas progressistas. O “realismo” de Gustave Courbet é o melhor exemplo disso mesmo. Mais tarde, a ideia de que a fotografia apresentava uma nova forma de realidade seria adoptada e transformada pelo Surrealismo. Salvador Dalí, por exemplo, combinava um fascínio pela realidade revelada pela fotografia com uma técnica pictórica que pretendia sugerir a qualidade expressiva, quase fotográfica, dos sonhos. Mas, à semelhança de outros artistas surrealistas representados na exposição, como René Magritte e Max Ernst, Dalí não defendia o tipo de realismo presente em Courbet. O termo “surrealismo” pretendeu anunciar a resolução do hiato existente entre a experiência inconsciente e consciente, entre o sonho e a vigília.
Os artistas modernos trabalhavam numa situação de mercado; como tal, muitas das obras apresentadas foram criadas por pintores que desenvolveram uma maneira ou uma temática característica, que lhes granjearia o sucesso comercial. Chaïm Soutine, por exemplo, era inicialmente um artista pobre com um fascínio pelo espectáculo da carne, patente em O Boi Esquartejado de Rembrandt (Museu do Louvre, Paris). Soutine era um lituano que partiu para Paris para se tornar um artista moderno. Muitos dos maiores artistas portugueses modernistas, incluindo Amadeo de Souza-Cardoso e Eduardo Viana, fariam o mesmo, assim como o espanhol Pablo Picasso. A presente exposição, constituída por mais de noventa obras, tem como objectivo contar a história destes artistas, colocando simultaneamente a questão da modernidade.
Neil Cox
(in Newsletter NÚMERO 126, de Setembro 2011)
SOBRE O COMISSÁRIO
Neil Cox é especialista em arte francesa do século XX, com fortes interesses teóricos e filosóficos, tendo escolhido Picasso como tema da sua tese de doutoramento. Organizou, em 1995, uma importante exposição sobre a representação de animais na obra de Picasso, sendo co-autor do livro que acompanhou a mesma, A Picasso Bestiary. É igualmente co-autor de um livro sobre Marcel Duchamp, da World of Art Series da editora Thames and Hudson, autor de Cubism, integrado na série Art and Ideas da Phaidon, bem como de The Picasso Book publicado pela Tate. É membro da International Advisory Board of the Research Forum do Courtauld Institute. É professor de História e Teoria da Arte na Universidade de Essex.
Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian
A confirmação da existência de uma partícula mais rápida que a luz vai abrir portas à hipótese de se poder “viajar no tempo”, defendeu Gaspar Barreira, o investigador português do Conselho da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN).
A existência de algo mais rápido que a luz não deveria acontecer de acordo com a teoria de Einstein que tornou famosa a equação “E=mc2”. No entanto, o CERN anunciou na quinta-feira uma experiência que defende que os neutrinos são 60 nanossegundos mais rápidos do que a luz.
“Se esta experiência se confirmar haverá uma enorme revolução na física, que trará graves consequências, porque há uma quantidade de coisas que achávamos que estavam descobertas e afinal não estão”.
Recuar no tempo
Gaspar Barreira
Gaspar Barreira lembra que caso haja a confirmação da descoberta, esta vai “mexer com o princípio da causalidade” e até permitir a hipótese de se poder “andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma acção do passado”.
“O mundo é muito mais complexo do que as nossas teorias científicas. Não fazemos a mais pequena ideia do que se passa com 95 por cento do universo”, lembrou o também presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
Gaspar Barreira estava na reunião mensal do CERN, em Genebra, quando soube os resultados da investigação, que só viriam a ser publicamente divulgados horas mais tarde. “Há resultados que eu esperava, mas nunca este. Há poucas gerações que podem viver estas experiências”, disse, emocionado, o cientista, que acredita que os próximos anos sejam de grandes descobertas, “tal como aconteceu na viragem do século passado”.
O físico explicou a experiência agora revelada: “Foi disparado um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância”. Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.
Para já apenas um resultado experimental
Os investigadores envolvidos neste projeto já pediram à comunidade científica internacional que confirmem ou excluam esta a experiência. “Isto não é uma descoberta, é um resultado experimental que é preciso confirmar”, sublinhou Gaspar Barreira.
Neutrinos mais rápidos do que a luz
O professor José Pedro Mimoso, do Departamento de Física da Universidade de Lisboa, explicou o “pedido” dos investigadores: um nanossegundo é mil milhões de vezes mais pequeno que um segundo e por isso tem de se colocar a hipótese de haver um “erro sistémico” e para isso “basta que haja um detector que não está bem calibrado”.
Os dois portugueses sublinham que estas descobertas não põem em causa nem destroem a teoria de Einsten. Caso se confirme, será uma informação adicional à teoria. “Em ciência não se deita por terra descobertas anteriores”, lembrou Gaspar Barreiros.
A confirmação da existência de uma partícula mais rápida que a luz vai abrir portas à hipótese de se poder “viajar no tempo”, defendeu Gaspar Barreira, o investigador português do Conselho da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN).
A existência de algo mais rápido que a luz não deveria acontecer de acordo com a teoria de Einstein que tornou famosa a equação “E=mc2”. No entanto, o CERN anunciou na quinta-feira uma experiência que defende que os neutrinos são 60 nanossegundos mais rápidos do que a luz.
“Se esta experiência se confirmar haverá uma enorme revolução na física, que trará graves consequências, porque há uma quantidade de coisas que achávamos que estavam descobertas e afinal não estão”.
Gaspar Barreira lembra que caso haja a confirmação da descoberta, esta vai “mexer com o princípio da causalidade” e até permitir a hipótese de se poder “andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma acção do passado”.
“O mundo é muito mais complexo do que as nossas teorias científicas. Não fazemos a mais pequena ideia do que se passa com 95 por cento do universo”, lembrou o também presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
Gaspar Barreira estava na reunião mensal do CERN, em Genebra, quando soube os resultados da investigação, que só viriam a ser publicamente divulgados horas mais tarde. “Há resultados que eu esperava, mas nunca este. Há poucas gerações que podem viver estas experiências”, disse, emocionado, o cientista, que acredita que os próximos anos sejam de grandes descobertas, “tal como aconteceu na viragem do século passado”.
O físico explicou a experiência agora revelada: “Foi disparado um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância”. Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.
Para já apenas um resultado experimental
Os investigadores envolvidos neste projeto já pediram à comunidade científica internacional que confirmem ou excluam esta a experiência. “Isto não é uma descoberta, é um resultado experimental que é preciso confirmar”, sublinhou Gaspar Barreira.
Neutrinos mais rápidos do que a luz
O professor José Pedro Mimoso, do Departamento de Física da Universidade de Lisboa, explicou o “pedido” dos investigadores: um nanossegundo é mil milhões de vezes mais pequeno que um segundo e por isso tem de se colocar a hipótese de haver um “erro sistémico” e para isso “basta que haja um detector que não está bem calibrado”.
Os dois portugueses sublinham que estas descobertas não põem em causa nem destroem a teoria de Einsten. Caso se confirme, será uma informação adicional à teoria. “Em ciência não se deita por terra descobertas anteriores”, lembrou Gaspar Barreiros.
O neurocientista António Damásio considerou o título de doutor honoris causa atribuído pela Universidade de Coimbra (UC) como reconhecimento do seu trabalho científico e do valor humano da área de investigação a que dedica a sua vida.
“Tem um significado particular, ligado à posição histórica ímpar da Universidade de Coimbra. Recebo este grau com imensa apreciação”, afirmou na cerimónia de doutoramento.
Remetendo para a área de investigação da escola onde a partir de hoje se integra, António Damásio observou que se fosse possível viajar no tempo e voltar um século atrás, e se fosse possível perguntar ao mais sagaz dos sábios qual seria o futuro da Psicologia, “é bem provável que a resposta fosse desencorajante”.
Segundo António Damásio, “a Psicologia, diria o sábio, estaria pronta a declarar o fim dos seus trabalhos, já que tudo o que era preciso descobrir sobre a mente humana estava descoberto, ou quase”.
Na óptica do neurocientista, “esse sábio imaginário teria sido um péssimo profeta e se teria enganado profundamente. O projecto da psicologia científica tem vindo a ser realizado, com êxito e velocidades crescentes, através da neurociência e da biologia empenhadas em descobrir como o tecido nervoso constrói a mente”.
…
Fonte: Público
A queniana Wangari Maathai, Nobel da Paz em 2004 pelo seu trabalho em nome do desenvolvimento sustentável, paz e democracia, morreu este domingo aos 71 anos com cancro.
A notícia foi avançada pelo Green Belt Movement, do qual foi fundadora. “É com tristeza que a família da professora Wangari Maathai anunciou a sua morte após uma batalha longa e corajosa contra o cancro”, lê-se numa mensagem publicada no site do movimento da primeira africana a ser laureada com o Prémio Nobel da Paz.
Wangari Muta Maathai destacou-se ainda na década de 70 através do combate ecológico no seu país. O seu trabalho só foi, contudo, reconhecido em 2004 quando a Academia Nobel decidiu distingui-la pela sua “abordagem holística para o desenvolvimento duradouro, que engloba a democracia, os direitos humanos e em particular os da mulher”.
A queniana, divorciada e mãe de três filhos, foi sempre descrita como tendo uma personalidade muito forte e uma grande energia, o que lhe permitiu ser pioneira em África na luta pelo Ambiente, pelos direitos humanos e pela liberdade política. Esta bióloga de formação, foi a primeira mulher da África Central a obter o grau de doutoramento
Wangari Maathai nasceu em Abril de 1940 em Nyeri, no centro do Quénia, tendo sido das poucas crianças naquela época a beneficiar do acesso à educação por insistência do seu irmão mais velho que a inscreveu numa escola católica. Nos anos 60 conseguiu uma bolsa norte-americana que lhe permitiu estudar Biologia no Kansas, tendo depois regressado ao seu país onde foi militante do Conselho Nacional de Mulheres do Quénia na luta pelos direitos das suas concidadãs e onde incitou à plantação de árvores para satisfação das necessidades internas sem danificar mais o Ambiente.
Foi em 1977 que nasceu o seu Green Belt Movement, no âmbito do qual as comunidades locais criam viveiros e plantam árvores em terrenos públicos, zonas florestais degradadas ou em propriedades privadas. Este movimento já plantou mais de 45 milhões de árvores no Quénia para aumentar o coberto florestal do país e restaurar ecossistemas vitais. “Como as florestas têm vindo a desaparecer, as comunidades têm vindo a sofrer de falta de água potável e de quebras nas culturas agrícolas”, explica o movimento, no seu site. Assim, o Green Belt pretende “apoiar os esforços de plantação de árvores, ajudando as mulheres e as suas famílias a satisfazer as necessidades básicas, a nível local”.
Em 1987, a ideia já tinha ultrapassado as fronteiras do Quénia, através da Pan African Green Belt Network que se estende por países como a Tanzânia, Uganda, Etiópia, Zimbabwe, Lesoto.
“Não se pode proteger o Ambiente sem dar poder às pessoas, informá-las e ajudá-las a compreender que estes recursos [naturais] são delas e que elas os devem proteger”, disse Maathai, citada no site do Green Belt Movement.
Maathai dirigiu, ainda, a Cruz Vermelha queniana nos anos 70 e dedicou-se igualmente a combater o regime autoritário do presidente do Quénia naquela época, Daniel Arap Moi – um percurso que fez com que tivesse tido vários incidentes com as forças de segurança e algumas passagens pela prisão. Com a eleição de Mwai Kibaki em 2002, assumiu a pasta de secretária de Estado do Ambiente entre 2003 e 2005.
Fonte: Público
Na Grã-Bretanha muitas são as escolas onde os anteriormente 3 anos de disciplina História se vêm reduzidos a 2, por vezes menos, porque alguns professores a consideram “desinteressante”, formando já muitas vezes, com a Geografia, uma nova disciplina chamada “Humanidades”.
A reportagem do Telegraph, abaixo, em inglês.
The Historical Association, which made the disclosure in a survey of 600 schools, warned that the move risked seriously undermining children’s grasp of the past.
It comes just days after Michael Gove, the Education Secretary, announced plans to create a new English Baccalaureate in an attempt to boost traditional subjects.
Under plans, pupils who gain five good GCSEs in subjects such as history, science and foreign languages will be awarded the new certificate to encourage more teenagers to studying them at an advanced level.
In the latest study, the Historical Association found widespread evidence that history was being marginalised at all stages of secondary education.
Currently, most schools teach history as a distinct subject in the first three years of secondary school before pupils choose their GCSE options at 14.
But the report said growing numbers of schools were cutting the three year course by 12 months to find more space in the curriculum for other subjects and to give pupils extra time for GCSEs. The proportion of secondaries cutting courses to just two years doubled from five to 10 per cent between 2009 and 2010, the annual survey found.
At the same time, 31 per cent of schools merged history with geography to form humanities lessons in 2010. This compared with 28 per cent a year earlier.
In many cases, these classes were used as a platform for pupils to develop generic “thinking skills” instead of improving their knowledge of the two subjects.
One teacher at a state comprehensive told researchers: “We are disappearing. Integrated humanities is the way our senior management team wants to go and see us as awkward, backward and obstacles if we suggest subjects like history are valuable in their own right.”
In a further conclusion, the study found that some schools were preventing 13 and 14-year-olds from choosing history as one of their GCSEs.
Some 16 per cent of teachers reported some form of “restriction” on subject choices, often making courses such as history out of bounds for low achieving pupils.
The proportion rose to 27 per cent among the Government’s flagship academies – independent state schools normally built in deprived areas.
Dr Richard Harris, history lecturer at Southampton University, told the Times Educational Supplement that some children were getting just 38 hours of history teaching a year compared with 200 at other schools.
“I’m concerned at the growth of this two-tier system,” he said. “If you have less specialist teaching, children pick up less enthusiasm from the teacher. The Government must make a decision about what children are entitled to do; we think this should be at least three years of history teaching by a specialist.”
Em alguns anos poderá ser possível traduzir o pensamento de um paciente incapacitado de falar
Um grupo de 16 eléctrodos formam uma pequena grelha que é implantada no cérebro
Transformar ondas cerebrais em palavras pode ser uma forma de “ler o pensamento” de pessoas incapacitadas de falar devido a paralisia. Um grupo de cientistas da Universidade de Utah conseguiu mostrar num estudo que isso será possível.
A equipa liderada pelo bio-engenheiro Bradley Greger concebeu um mecanismo em que 16 eléctrodos formam uma “grade”, de apenas alguns milímetros. Os cientistas implantaram dois destes mecanismos nos centros de fala do cérebro de um paciente epiléptico.
No artigo, publicado no
«Journal of Neural Engineering», explica-se que os cientistas ligaram o sistema a um computador e deram-lhe dez palavras (consideradas úteis para uma pessoa paralisada): ‘sim’, ‘não’, ‘fome’, ‘sede’, ‘olá’, ‘adeus’, ‘mais’ e ‘menos’.
Gravaram, depois, os sinais do cérebro enquanto o voluntário repetia as palavras. Posteriormente, tentaram descobrir quais os sinais cerebrais que representavam cada uma delas. Conseguiram distinguir os sinais cerebrais correspondentes, com 76 a 90 por cento de eficácia.
Bradley Greger afirmou já que este estudo preliminar poderá desenvolver-se para que dentro de três anos seja possível conceber uma máquina de “tradução”.
Este sistema poderá ser útil para quem sofra de paralisia. “Os pacientes poderem transmitir o que pensam pode ser um grande avanço para a sua autonomia”, acredita o investigador.
Opiorfina com competências idênticas à morfina e sem efeitos secundários
Molécula “dois em um” poderá dar origem a novo fármaco
Investigadores do Institut Pasteur-CNRS, em Paris (França), descobriram que a opiorfina – um analgésico super potente produzido pelo corpo humano – é quatro vezes mais potente que a morfina no alívio da dor e não provoca efeitos secundários indesejados, como dependência.
Segundo Catherine Rougeot e a sua equipa,
“é uma verdadeira molécula dois em um, ou seja, é um analgésico natural com as mesmas competências da morfina, mas com menos efeitos secundários, e simultaneamente, actua sobre a depressão”. O grupo de investigação, há já quatro anos, tinham isolado este péptido na saliva humana, e agora conseguiram demonstrarar que a opiorfina apresenta uma actividade analgésica potente em modelos de dor químicos e mecânicos ao activar a transmissão endógena dependente de opióides.
Os especialistas testaram a opiorfina ‘in vivo’ utilizando ratos de laboratório e escrevem no estudo, publicado no «Journal of Physiology and Pharmacology»: “Demonstramos a especificidade funcional ‘in vivo’ da opiorfina humana. A força supressora da substância na dor é tão efectiva como a morfina no comportamento de modelos de dor aguda mecânica em ratos – o teste dos alfinetes”.
Dor e depressão estão muitas vezes ligadas e os investigadores têm agora a esperança de poder criar um medicamento que possa tratar ambas as maleitas, ao mesmo tempo, a partir da opiorfina.
Nos animais, a substância não mostrou ter efeitos secundários, como excitação ou sedativo, nem afecta a memória a longo-termo, tal como alguns anti-depressivos.
Numa perspectiva de aplicação terapêutica, a equipa já dispõe de dois ou três derivados sintéticos estáveis, indicou a líder da investigação à imprensa francesa. Agora, apenas falta determinar qual será o melhor candidato para desenvolvimentos pré-clínicos – etapa imprescindível antes de fazer ensaios no homem.
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