Desiderata – A Junção do Bem foi o álbum que Francisco Ribeiro lançou, em Dezembro do ano passado, e o primeiro a solo. É último trabalho que o violoncelista deixa. O fundador dos Madredeus morreu esta terça-feira à noite, vítima de cancro.
Francisco Ribeiro deixou o grupo em 1997, junto com o acordeonista Gabriel Gomes. Os Madredeus (n. 1985) já contavam com outro membro fundador desde 1994 – Rodrigo Leão. Foi com ambos que o violoncelista realizou o projecto «Os Poetas».
O Reino Unido foi o destino escolhido pelo músico para, na viragem do século, completar estudos. Integrou a Stroud Symphony Orchestra e a Gloucester Symphony Orchestra. Voltou a Portugal em 2006.
Fonte: A Bola

Kieron Williamson, natural de Norfolk, no Reino Unido, alcançou notoriedade internacional graças aos quadros impressionistas que desenha de forma prodigiosa com apenas 7 anos de idade. O pequeno pintor, que “tomou o mundo da arte por assalto”, de acordo com a revista Time, já é apelidado como “Mini Monet” pela imprensa britânica.
Na última exposição que fez arrastou coleccionadores de todo o mundo. Os 33 quadros que estavam na Picturecraft Gallery, em Holt, foram vendidos nuns breves 27 minutos e alcançaram a quantia de quase 200 mil euros, cerca de 150 mil libras.
Nos quadros que pinta, Kieron usa pastéis, aguarela e tinta a óleo. A sua preferência vai para a pintura de paisagens que retratam a sua terra natal, e incluem também outras perspetivas de Londres ou mesmo Hong Kong.
“Normalmente pinto de manhã, acordo às 6 horas, e depois da escola também. (.) Gosto de paisagens como as dos céus de Norfolk que não tem muitas colinas nem montanhas”, explica o artista citado pelo Daily Mail.
João Pedro Castanheira lançou ontem, no Instituto Goethe, em Lisboa, o livro «Um Cientista Português no Coração da Alemanha Nazi». A apresentação, feita por João Lobo Antunes, autor do prefácio, contou também com a presença de João Azevedo Mendes, da editora Tenacitas e Joachim Bernauer, director do Instituto.
“Não olhem para o livro como ficção porque não o é. Nem se trata de um ensaio histórico”, disse João Pedro Castanheira. “Esta é uma reportagem que procurei fazer com os métodos e instrumentos de um jornalista”, explicou ainda o autor. Mais do que um livro, a obra relata a presença de um médico português na Alemanha da Segunda Guerra Mundial.
José Ayres de Azevedo foi para Berlim trabalhar num dos mais conceituados centros científicos do mundo, conhecido pelas investigações sobre higiene racial, biologia de hereditariedade, paternidade dos judeus, entre outros. O cientista entretanto viu-se envolvido nas investigações nazis sobre o aperfeiçoamento da espécie. E este foi o fio condutor de uma reportagem agora transformada em livro, o primeiro a relatar a história verídica.
Para João Lobo Antunes, “a história de Pedro Castanheira é profundamente triste mas ao mesmo tempo apaixonante. É um trabalho exemplar”. Segundo o presidente do Instituto de Medicina Molecular, ao ler a obra, “sentimos o vibrar de uma curiosidade insatisfeita que é o atributo essencial digno de um investigador”.
João Pedro Castanheira explicou que tinha acabado de escrever um livro, quando recebeu na caixa de E-mail a indicação de um leitor para aprofundar a história deste médico, já falecido e sobre o qual nunca tinha ouvido falar. “O António Araújo foi quem me adiantou o essencial desta história. É ele o principal responsável por esta reportagem”, afirmou o escritor. Em 2007, a história foi publicada no semanário Expresso. Depois, “fiquei com tanto material nas mãos, com tantos pormenores para contar, que decidi publicá-la em livro”, explicou.
Um trabalho ocultado
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| Jornalista diz que livro não é ficção nem ensaio histórico |
De acordo com o que o livro descreve, durante o período em que permaneceu na Alemanha, Ayres de Azevedo especializou-se na análise dos grupos sanguíneos dos gémeos, tentando aferir os sinais de hereditariedade, colaborou na principal revista científica de Eugenia (ciência de aperfeiçoamento da espécie por via da selecção genética) e participou na elaboração de inúmeros pareceres solicitados pelos tribunais nazis, os quais se relacionavam com a determinação da paternidade de judeus ou com a esterilização, sobretudo de deficientes.
Já em 1943, o português trabalhou no mesmo instituto, com o mesmo mestre e sobre a mesma área científica, que o famoso médico Josef Mengele. Mais tarde, com a cidade de Berlim a ser bombardeada diariamente pela aviação aliada, o português foi obrigado a regressar ao Porto, onde ultimou a tese de doutoramento. No entanto, “a dissertação nunca chegou a ser discutida pois o Conselho Escolar, órgão máximo da faculdade, acabou por expulsar Ayres de Azevedo da docência”, explicou José Pedro Castanheira.
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| Obra relata presença de médico português na Alemanha, durante II Guerra Mundial |
A este respeito, o jornalista considera “que a comunidade científica lidou mal” com o assunto. O escritor afirma que “o trabalho foi ocultado” e que “não se encontra em lado nenhum, nem na faculdade, nem na Ordem”. Só “tive acesso a um exemplar na Biblioteca Nacional”. Mais acrescentou: “Parece ter sido uma decisão unânime apagar a própria história”.
Pedro Castanheira tem-se dedicado à grande reportagem e ao jornalismo de investigação, em particular sobre a história recente de Portugal e das ex-colónias. Ganhou alguns dos mais prestigiados galardões de jornalismo atribuídos em Portugal, entre os quais o Prémio Nacional de Reportagem de Imprensa 1993, Primeiro Prémio de Reportagem 1993 e 1997, Jornalista do Ano 1994 e Grande Prémio Gazeta 2002. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas e presidiu ao 3º Congresso dos Jornalistas Portugueses.
Fonte da notícia e imagens : CH
Sobre o autor
José Pedro Castanheira nasceu em Lisboa em 1952 e é jornalista profissional desde 1974. Tem formação em Economia e uma pós-graduação em Jornalismo pelo ISCTE e Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Foi jornalista e chefe de redacção do diário «A Luta», coordenou um gabinete de grande reportagem e investigação em «O Jornal» e integra, desde 1989, os quadros do semanário «Expresso», na categoria de repórter principal.
É autor de livros como «Os Sindicatos e o Salazarismo» (1983); «Quem Mandou Matar Amílcar Cabral?» (1995, editado também em Itália e França); «Os 58 Dias que Abalaram Macau» (1999); «Macau: Os Últimos Cem Dias do Império» (2000); «A Filha Rebelde» (em co-autoria com Valdemar Cruz, 2003 e já editado em Espanha); «No Reino do Anonimato. Estudo sobre o Jornalismo Online» (2004); «Os Dias Loucos do PREC» (em co-autoria com Adelino Gomes, 2006); e «O que a Censura Cortou» (2009).
Entre outros trabalhos que assinou, destaque para uma entrevista com Rosa Casaco, o ex-inspector da PIDE/DGS que chefiou a brigada que assassinou o general Humberto Delgado, em Espanha; e a reportagem com Paulo Santos, o português que, ao serviço da Al Qaeda, e por ordem de Bin Laden, tentou assassinar em Roma o rei do Afeganistão.
Maria João Seixas foi nomeada directora da Cinemateca Nacional, sucedendo a João Bénard da Costa.
Nascida em Moçambique e licenciada em Filosofia, Maria João Seixas tem um largo currículo ao serviço da comunicação no mundo da cultura e da política.
Tornou-se conhecida do grande público a partir dos anos 70, altura em que fez parte do júri de um popular concurso televisivo “A Visita da Cornélia”. Passou a dispor do seu próprio programa “E Agora Maria?”, mantendo-se nas décadas seguintes ligada à RTP, em especial ao canal 2, onde apresentou ao longo dos anos vários programas do foro cultural .
Foi assessora de Maria de Lourdes Pintassilgo na Comissão da Condição Feminina, do Primeiro ministro António Guterres e mandatária de uma campanha de Mário Soares.
Nunca deixou que o seu problema de gaguez a impedisse de avançar, suportada pelo seu espírito e por uma inteligência brilhante.
Dedica-se à escrita e a incentivar o culto da leitura.
FOTO: Revista Máxima
Ponte de Sôr, no distrito de Portalegre, vai ter uma nova ponte concebida por um artista: Leonel Moura que, a convite da autarquia elaborou o projecto com uma equipa de engenheiros especializados neste tipo de estruturas.
O carácter inovador desta ponte, pedonal, é ser tubular, numa estrutura autoportante.
O projecto foi elaborado com um complexo sistema de treliças que, de certa maneira, se suportam a si mesmas”. Esta solução permite “não recorrer a inestéticos pilares, mantendo a ponte totalmente suspensa por cima da água”.
O artista diz também que, usualmente, “as pontes são pensadas somente em termos de estabilidade estrutural e custos”, sendo rara a “atenção à criatividade estética”. A inovação desta ponte, acredita, está também neste facto: “Penso que não existe nenhuma outra ponte em Portugal desenhada por um artista”.
. “Considerei que uma nova ponte, em tal contexto, devia ser mais do que uma simples estrutura de atravessamento, para se tornar num elemento de valorização do local”.
A construção da nova ponte terá início já em 2010.
Fonte: Ciência Hoje
O neurocientista António Damásio considerou o título de doutor honoris causa atribuído pela Universidade de Coimbra (UC) como reconhecimento do seu trabalho científico e do valor humano da área de investigação a que dedica a sua vida.
“Tem um significado particular, ligado à posição histórica ímpar da Universidade de Coimbra. Recebo este grau com imensa apreciação”, afirmou na cerimónia de doutoramento.
Remetendo para a área de investigação da escola onde a partir de hoje se integra, António Damásio observou que se fosse possível viajar no tempo e voltar um século atrás, e se fosse possível perguntar ao mais sagaz dos sábios qual seria o futuro da Psicologia, “é bem provável que a resposta fosse desencorajante”.
Segundo António Damásio, “a Psicologia, diria o sábio, estaria pronta a declarar o fim dos seus trabalhos, já que tudo o que era preciso descobrir sobre a mente humana estava descoberto, ou quase”.
Na óptica do neurocientista, “esse sábio imaginário teria sido um péssimo profeta e se teria enganado profundamente. O projecto da psicologia científica tem vindo a ser realizado, com êxito e velocidades crescentes, através da neurociência e da biologia empenhadas em descobrir como o tecido nervoso constrói a mente”.
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Fonte: Público